Bitcoin trava nos US$ 87 mil após saída em ETFs
O Bitcoin perdeu força perto dos US$ 87 mil nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, depois que os ETFs à vista dos Estados Unidos registraram saída líquida de US$ 89,8 milhões na sessão de 5 de outubro, segundo dados da Farside Investors. O dado reforçou a cautela em uma faixa de preço que voltou a limitar novas tentativas de alta.
A publicação que motivou a pauta foi feita por Fausto Botelho no X. Ele afirmou que o Bitcoin voltou a travar na região dos US$ 87 mil e citou saídas próximas de US$ 90 milhões em ETFs. Além disso, Botelho disse que sua equipe mantinha cenários preparados tanto para compra quanto para venda, caso o mercado confirmasse uma direção.
Fluxo dos ETFs muda o tom do dia
Os dados da Farside mostram que a saída líquida de US$ 89,8 milhões ficou concentrada em dois fundos. O ARKB, da ARK Invest e 21Shares, teve retirada de US$ 85,2 milhões. Já o FBTC, da Fidelity, perdeu US$ 74,5 milhões.
Por outro lado, o IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 69,9 milhões no mesmo dia. Portanto, o movimento não foi uniforme entre os emissores. Ainda assim, o saldo agregado negativo interrompeu o fluxo positivo da sessão anterior com dados completos. Na sexta-feira, 2 de outubro, os ETFs haviam registrado entrada líquida de US$ 189,9 milhões, também segundo a Farside.
Esse indicador importa porque os ETFs de Bitcoin se tornaram um dos principais termômetros da demanda de investidores tradicionais pelo ativo. Quando esses produtos captam recursos, o mercado costuma interpretar o movimento como sinal de apetite por exposição regulada ao Bitcoin. Quando há resgates, a leitura de curto prazo tende a ficar mais cautelosa.
Bitcoin volta a enfrentar rejeição nos US$ 87 mil
A região dos US$ 87 mil também apareceu em relatório da CoinDesk, publicado em 6 de outubro. Segundo a análise, o Bitcoin recuou para cerca de US$ 85.600 após vendedores barrarem uma nova tentativa de avanço acima de US$ 87 mil. O texto também apontou que esse nível segurou o preço pela terceira vez desde 23 de setembro.
Além disso, a CoinDesk citou o analista Alex Kuptsikevich, da FxPro, que observou mínimas locais ascendentes desde a semana anterior. Porém, ele afirmou que os compradores ainda não conseguiram ganhar tração suficiente. Assim, o mercado segue comprimido entre suporte ascendente e resistência horizontal.
Essa leitura combina com o alerta de Botelho, mas não confirma uma direção definitiva. No curto prazo, a faixa dos US$ 87 mil funciona como ponto de decisão. Um rompimento sustentado exigiria compradores capazes de absorver a oferta nessa região. Já uma nova rejeição poderia ampliar a busca por suportes mais baixos.
Contexto macro segue no radar
O ambiente macroeconômico também pesa na avaliação dos investidores. A Associated Press informou que o Nasdaq Composite subiu 1,1% em 5 de outubro e marcou novo recorde. No mesmo dia, o rendimento do Treasury de 10 anos avançou para 5,31%.
Esse contraste mostra um mercado dividido. As ações de tecnologia mantiveram força, mas os juros longos continuaram em patamar elevado. Para ativos sensíveis à liquidez, como o Bitcoin, essa combinação pode limitar movimentos de alta mais fortes, mesmo quando o apetite por risco aparece em parte de Wall Street.
O que observar nas próximas sessões
Agora, o ponto central é verificar se a saída de US$ 89,8 milhões foi apenas um ajuste pontual ou o começo de uma sequência de resgates. Caso os ETFs voltem a captar recursos, o Bitcoin pode testar novamente a resistência dos US$ 87 mil com maior apoio do fluxo institucional.
No entanto, se os resgates persistirem, a tentativa de rompimento tende a enfrentar mais dificuldade. Por enquanto, a leitura mais prudente é que o Bitcoin segue perto de uma área decisiva, mas sem confirmação clara de tendência. Os próximos dados dos ETFs e a reação do preço nessa faixa devem orientar o mercado nas próximas sessões.
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