BitGo: prazo de 7 de agosto vale para líder da ação
Investidores da BitGo receberam uma série de alertas jurídicos sobre o prazo de 7 de agosto. Contudo, a data vale apenas para acionistas que desejam liderar uma proposta de ação coletiva contra a custodiante de criptomoedas.
Nos últimos dias, escritórios como DJS Law Group, Faruqi & Faruqi e Schall Brown & Schwartz divulgaram comunicados sobre o prazo. A Bronstein, Gewirtz & Grossman também publicou um dos alertas aos investidores.
Entretanto, os próprios comunicados esclarecem que a nomeação como autor principal não determina a participação em uma eventual recuperação financeira.
Data define disputa pela liderança do processo
Nos Estados Unidos, a Lei de Reforma de Litígios de Valores Mobiliários Privados estabelece uma janela de 60 dias. Dessa forma, o prazo regula o processo de escolha do autor principal.
O investidor selecionado pode pedir autorização ao tribunal para supervisionar o caso e escolher os advogados da ação. Em geral, a legislação favorece o candidato qualificado com o maior interesse financeiro no processo.
Ao mesmo tempo, esse acionista precisa cumprir os requisitos aplicáveis às ações coletivas. Portanto, quem não pretende assumir a função de autor principal não precisa agir até 7 de agosto.
Caso o litígio avance, o tribunal poderá estabelecer outros prazos. Entre eles estão o período para exclusão da ação e a apresentação de provas de reivindicação.
Processo questiona informações do prospecto
A parte autora protocolou o processo Arsenault v. BitGo Holdings em 8 de junho. O caso tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York.
Na petição judicial, os autores alegam que a BitGo e seus executivos minimizaram a vulnerabilidade da empresa à queda dos preços dos ativos digitais. De acordo com a reclamação, o prospecto retratou os fundamentos do negócio como resilientes.
Os autores também afirmam que a companhia subestimou o possível impacto da volatilidade do mercado de criptomoedas em seu desempenho financeiro. Como resultado, esses fatores teriam contribuído para a volatilidade das ações BTGO.
Em um trecho, a petição apresenta a seguinte alegação:
“Os documentos da oferta foram preparados de forma negligente e, como resultado, continham declarações falsas sobre fatos relevantes ou deixaram de informar outros fatos necessários para que as declarações feitas não fossem enganosas. Eles também não foram preparados de acordo com as regras e os regulamentos que disciplinam sua elaboração.”

Resultados mostram exposição aos preços digitais
Por outro lado, o prospecto de oferta pública inicial da BitGo alertava os investidores sobre a exposição aos preços dos ativos digitais. Na ocasião, a empresa apresentou uma simulação relacionada ao Bitcoin.
Segundo o documento, uma mudança hipotética de 50% no valor justo do Bitcoin teria alterado o lucro líquido dos primeiros nove meses de 2025. A estimativa apontava um impacto de aproximadamente US$ 135,1 milhões.
Posteriormente, essa exposição apareceu nos resultados da companhia. No primeiro trimestre, a BitGo reportou prejuízo de US$ 60,7 milhões.
Desse total, US$ 53,7 milhões corresponderam a uma perda não realizada em ativos digitais. Enquanto isso, a receita de staking caiu 66,2% devido à redução dos preços dos tokens.
BitGo abriu capital durante onda de ofertas
A BitGo mantém mais de US$ 100 bilhões em ativos sob custódia e abriu capital neste ano. A empresa integrou uma série de companhias do setor de criptomoedas que realizaram ofertas públicas iniciais, incluindo a Circle.
Nesse contexto, as condições mais fracas do mercado reduziram o ritmo das ofertas. Além disso, o desempenho decepcionante de algumas empresas após a listagem também enfraqueceu esse movimento.