BitMEX libera saques a clientes antes restritos
A BitMEX liberou saques para clientes de seis jurisdições que antes não podiam usar a plataforma. A medida ocorreu após a empresa encerrar as operações da exchange às 04h UTC de 23 de setembro. Agora, usuários dos Estados Unidos, Canadá, Hong Kong, Bermuda, Seicheles e Mianmar podem recuperar os saldos mantidos nas contas.
Em 24 de setembro, a plataforma informou que esses clientes poderiam entrar com as credenciais existentes. Quando necessário, eles também precisam concluir a verificação de identidade, conhecida como KYC. Em seguida, podem enviar pedidos para retirar os recursos restantes.
Antes, a BitMEX classificava esses mercados como jurisdições restritas por razões comerciais ou regulatórias. Assim, os clientes dessas localidades não conseguiam utilizar os serviços de negociação da exchange. A empresa retirou a limitação apenas para permitir a recuperação dos fundos. Por isso, a liberação não representa a retomada das negociações nesses mercados.
Plataforma mantém acesso exclusivo para retiradas
Após o fechamento, a empresa manteve a infraestrutura necessária para administrar contas e processar saques. Dessa forma, os clientes podem retirar os saldos enquanto a BitMEX conduz o encerramento. Embora o trading tenha acabado, o sistema de recuperação de recursos continua disponível aos usuários elegíveis.
Clientes que ainda não consigam entrar nas contas devem procurar o suporte da plataforma. Além disso, cada solicitação continuará sujeita às verificações aplicáveis de identidade e conformidade. Desse modo, a mudança oferece uma rota de retirada para usuários antes bloqueados apenas por sua localização.
Sanções mantêm restrições adicionais
Por outro lado, clientes de Cuba, Irã, Coreia do Norte e regiões ucranianas ocupadas pela Rússia continuam restritos. A regra também alcança outros usuários sujeitos a regimes de sanções. Nesses casos, a BitMEX não aplicou a reabertura concedida aos seis mercados anteriormente bloqueados.
Mesmo assim, alguns usuários podem solicitar acesso dentro de exceções mais limitadas. A empresa avaliará individualmente cada pedido e os documentos apresentados. Portanto, essas contas permanecem sujeitas a análises adicionais de conformidade antes de qualquer retirada.
Nacionais iranianos residentes fora do Irã podem pedir saques quando não estiverem sujeitos a sanções dos Estados Unidos, da ONU ou da União Europeia. Para isso, precisam apresentar documentos que comprovem residência em outro país. Já cidadãos russos residentes na União Europeia ou na Suíça podem fornecer contas recentes, extratos bancários ou correspondências governamentais.
Exchange alerta contra novos depósitos
Ao mesmo tempo, a BitMEX alertou os usuários para que não enviem novos depósitos aos endereços da plataforma. Desde o encerramento das operações, a empresa deixou de creditar valores recebidos. Em contrapartida, os clientes ainda podem sacar os saldos existentes por meio da plataforma web.
Cada retirada precisa respeitar os valores mínimos definidos para os diferentes recursos e as respectivas taxas de rede. Durante o processo de encerramento, saldos mantidos nas contas também podem começar a gerar cobranças. Com isso, a política incentiva os clientes a concluir as retiradas sem demora. Todas as operações, contudo, continuam sob monitoramento.
BitMEX marcou o mercado de derivativos
Arthur Hayes, Ben Delo e Samuel Reed fundaram a BitMEX em 2014. A plataforma ajudou a popularizar os futuros perpétuos no mercado de derivativos de criptomoedas. Segundo a gestora a16z, esse segmento movimentou US$ 86,2 trilhões em volume no último ano e figura entre os maiores do setor.
Contudo, a pressão regulatória marcou os anos finais da empresa. Em 2024, a exchange se declarou culpada por violar a Lei de Sigilo Bancário dos Estados Unidos e aceitou pagar US$ 100 milhões em penalidades. Posteriormente, em março de 2025, o presidente Donald Trump perdoou Hayes, Delo e Reed. Neste momento, a operação remanescente da BitMEX concentra-se na devolução dos recursos aos clientes.
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