BlackRock amplia cripto em US$ 4,8 bi em julho

A BlackRock Inc. ampliou seu portfólio de criptomoedas em US$ 4,8 bilhões ao longo de julho. Dados da Arkham Intelligence mostram que a carteira cripto da gestora subiu de US$ 49,15 bilhões em 1 de julho para cerca de US$ 53,95 bilhões em 28 de julho.

Assim, o avanço mensal chegou a 9,77% nas posições rastreadas. O movimento refletiu a valorização de Bitcoin e Ethereum, bem como alterações no volume de ativos mantidos pelos produtos da empresa.

Mudança no portfólio cripto da BlackRock
Mudança no portfólio cripto da BlackRock. Fonte: Arkham Intelligence – Fonte: Arkham Intelligence

IBIT e ETHA puxam avanço em julho

O principal motor da expansão foi o iShares Bitcoin Trust ETF, negociado sob o ticker IBIT. O valor do fundo saltou de US$ 44,69 bilhões no início de julho para aproximadamente US$ 48,33 bilhões em 28 de julho. Como resultado, o produto acumulou acréscimo de US$ 3,64 bilhões.

Ao mesmo tempo, o iShares Ethereum Trust ETF, identificado pelo ticker ETHA, também avançou. O fundo passou de US$ 4,46 bilhões em 1 de julho para US$ 5,62 bilhões na terça-feira. Dessa maneira, somou alta de US$ 1,16 bilhão no período.

Embora os dois fundos tenham crescido, os dados mostram dinâmicas diferentes. No caso do IBIT, o valor subiu mesmo com redução líquida das reservas ao longo de julho. Ainda assim, a alta do preço do Bitcoin compensou a menor quantidade de moedas sob custódia.

A BlackRock reduziu sua posição em Bitcoin em 3.420 BTC no intervalo. A reserva caiu de 743.190 BTC no começo do mês para 739.770 BTC no momento do levantamento. No entanto, o preço do Bitcoin avançou US$ 5.202 em julho, uma alta de 8,65%, e era negociado perto de US$ 65.330 na apuração original.

Ethereum ganha força relativa no portfólio

No Ethereum, o cenário foi diferente. De fato, o crescimento do ETHA ocorreu pela valorização do ativo e pela retomada da demanda. O Ethereum acumulou ganho superior a 21% em julho e era negociado a US$ 1.952 no momento da apuração.

Além disso, a BlackRock ampliou sua exposição direta ao ativo dentro do trust. As reservas passaram de 2,77 milhões de ETH em 1 de julho para 2,88 milhões de ETH em 28 de julho. Portanto, o aumento equivaleu a 105.920 ETH no período.

Esse contraste entre Bitcoin e Ethereum mostra duas fontes distintas de crescimento. Enquanto o IBIT avançou principalmente pela valorização de mercado, o ETHA combinou alta de preço com expansão efetiva das reservas.

Rotação institucional pode favorecer Ethereum

A mudança na composição e no desempenho do portfólio da BlackRock pode indicar rotação de capital entre investidores institucionais. Nesse sentido, o Ethereum ganhou espaço relativo diante do Bitcoin em um ambiente de maior clareza regulatória global para o mercado de criptomoedas.

Essa leitura também encontra apoio no comportamento do par ETH/BTC. Aksel Kibar, ex-gestor de fundos, afirmou que o gráfico confirmou uma reversão de mercado após ficar preso por cerca de um mês em tendência de queda.

“O gráfico confirmou uma reversão de mercado após permanecer por cerca de um mês em tendência de baixa.”

Aksel Kibar no X

Se esse movimento continuar, a demanda renovada observada nos produtos da BlackRock poderá favorecer mais o Ethereum do que o Bitcoin no curto prazo. Por outro lado, o Bitcoin ainda concentra a maior fatia do portfólio e segue como principal ativo da gestora nesse segmento.

Números reforçam mudança de composição

Em julho, os números mostram expansão clara da exposição cripto da BlackRock. A carteira passou de US$ 49,15 bilhões para US$ 53,95 bilhões. Além disso, o avanço veio de US$ 3,64 bilhões no IBIT e de US$ 1,16 bilhão no ETHA.

Ao mesmo tempo, as reservas da companhia recuaram em 3.420 BTC e cresceram em 105.920 ETH. Em outras palavras, a gestora registrou valorização relevante no Bitcoin, mas reforçou posição relativa em Ethereum. Dessa forma, julho terminou com sinais mais nítidos de mudança dentro do portfólio institucional da BlackRock.