BlackRock registra novo ETF de Bitcoin e mantém distância do XRP

A BlackRock, maior gestora de ativos do planeta, ampliou sua presença no mercado cripto ao registrar um novo ETF de Bitcoin nos Estados Unidos. A iniciativa reforça sua estratégia focada apenas em BTC e ETH. Além disso, o movimento mantém distante qualquer expectativa sobre um ETF de XRP, ponto que continua chamando atenção dos investidores.

Novo ETF reforça estratégia da BlackRock no mercado cripto

A gestora registrou o Bitcoin Premium Income ETF depois que documentos foram enviados à SEC. O fundo acompanhará o preço do Bitcoin e, ao mesmo tempo, buscará gerar renda por meio da venda ativa de opções de compra relacionadas às ações do IBIT. Assim, o ETF pretende oferecer uma exposição direta ao ativo com potencial de retorno adicional.

O arquivo também menciona a possibilidade de operar opções sobre índices ligados a produtos de investimento à vista baseados em Bitcoin. Portanto, o objetivo permanece o mesmo: gerar prêmio de forma recorrente. Com isso, a BlackRock passa a somar três ETFs relevantes no setor cripto, incluindo o ETF spot de Bitcoin e o ETF de Ethereum.

No entanto, a empresa evita avançar para ETFs de outras criptos. Gestoras como Grayscale e Bitwise já expandiram suas ofertas para ativos alternativos. A BlackRock, porém, segue uma linha mais conservadora, priorizando setores com maior demanda institucional e melhores definições regulatórias.

Mercado observa distância da BlackRock em relação ao XRP

No ano passado, executivos da gestora declararam que não havia planos para ETFs de Solana ou XRP. Portanto, a prioridade segue centrada nos produtos de maior liquidez e relevância institucional. Atualmente, a BlackRock domina o mercado global de ETFs de Bitcoin e Ethereum, com US$ 69 bilhões e US$ 10 bilhões sob gestão, segundo dados da SoSoValue.

Enquanto isso, concorrentes têm registrado resultados expressivos em ETFs alternativos. Os ETFs de XRP acumulam US$ 1,38 bilhão em patrimônio. Já os ETFs de Solana somam cerca de US$ 1,10 bilhão. Esses avanços mostram que o mercado continua aberto para diversificação, mesmo sem a presença da BlackRock.

Bitcoin
BTC operando a US$ 89.040 no gráfico diário. Fonte: TradingView

ETF de cesta pode surgir como alternativa futura

Para James Seyffart, analista da Bloomberg, a postura da BlackRock indica conforto em atuar somente nos mercados de Bitcoin e Ethereum. No entanto, ele ressalta que a gestora pode considerar um ETF que reúna múltiplos ativos em um único produto. Assim, a empresa ampliaria sua exposição sem se comprometer com ETFs individuais de criptos como XRP.

Esse tipo de estratégia se aproxima do ETF protocolado pela Ark Invest, baseado no índice CoinDesk 20. A Ark também opera apenas um ETF spot de Bitcoin, mas busca ampliar seu alcance por meio de um fundo indexado. Portanto, é possível que a BlackRock adote abordagem semelhante no futuro.

Seyffart aponta ainda que um ETF de Solana seria mais provável do que um ETF de XRP. Em sua avaliação, BTC, ETH e SOL formam a tríade mais atrativa para investidores institucionais interessados em exposição direta ao setor cripto.

O novo registro da BlackRock reforça uma estratégia clara: manter foco em Bitcoin e Ethereum, setores que já concentram grande fluxo institucional. No entanto, o sucesso de ETFs alternativos aponta que o mercado continua em expansão, abrindo espaço para novas oportunidades, mesmo sem o envolvimento direto da maior gestora do mundo.