Block dispara 25 por cento após corte de pessoal
A Block anunciou uma das maiores reestruturações de sua história ao revelar um plano amplo de redução de custos. A companhia, liderada pelo CEO Jack Dorsey, confirmou que eliminará mais de 4 mil posições. Assim, seu quadro atual de mais de 10 mil funcionários ficará abaixo de 6 mil colaboradores. A mudança partiu de uma carta enviada aos acionistas, que detalhou uma estratégia baseada em inteligência artificial e em uma operação mais objetiva. A comunicação também destacou que a decisão buscou garantir eficiência operacional em meio ao cenário competitivo do setor financeiro digital. A carta enviada aos acionistas destacou a nova direção da empresa.
Dorsey afirmou que a opção por um corte único visou evitar longos períodos de dúvida interna. Além disso, ele reforçou que ferramentas internas de IA estão transformando a criação de produtos e a organização das equipes. Em uma nota aos funcionários, o executivo classificou a medida como uma das mais difíceis já adotadas pela companhia. No entanto, ele argumentou que a Block precisava se adaptar à dinâmica tecnológica atual e aos impactos acelerados da automação.
“Hoje estamos tomando uma das decisões mais difíceis da história da nossa empresa”, escreveu Dorsey em um comunicado aos funcionários. “Estamos reduzindo nossa organização em quase metade.” Ele disse que a empresa considerou fazer cortes graduais, mas optou por uma redução única para evitar incertezas prolongadas.
Os colaboradores afetados receberão 20 semanas de salário, mais uma semana adicional por ano de serviço. Além disso, terão liberação das ações até maio, seis meses de cobertura de saúde, equipamentos corporativos e apoio de transição de US$ 5 mil. A empresa informou que os pacotes internacionais seguirão padrões semelhantes, ajustados conforme a legislação local. Portanto, o processo de desligamento buscará minimizar impactos para equipes de diferentes regiões.
Reestruturação influencia reação do mercado financeiro
A reação do mercado foi imediata. As ações da Block, negociadas sob o ticker XYZ, avançaram 25 por cento no aftermarket. O salto refletiu a leitura positiva dos investidores sobre o plano de corte de custos. Além disso, o mercado entendeu que a estratégia pode aumentar a eficiência e melhorar as margens da companhia nos próximos trimestres.
No acumulado do ano, a empresa registrou lucro bruto de US$ 10,36 bilhões, um avanço de 17 por cento. Para o primeiro trimestre, a expectativa é de receita operacional de US$ 600 milhões, acima da projeção de US$ 574 milhões. A empresa também elevou a previsão de lucro bruto para US$ 2,8 bilhões, superando os US$ 2,72 bilhões esperados. Assim, a Block reforçou a confiança de suas projeções financeiras.
IA fortalece operação e impulsiona mudanças internas
Dorsey destacou que ferramentas internas de inteligência, como o sistema proprietário Goose, já alteram métodos de trabalho nas áreas de engenharia, atendimento e operações. Segundo ele, equipes menores equipadas com esses recursos poderão entregar mais valor. Além disso, o executivo afirmou que a Block acelera ajustes desde 2024 para lidar com a desaceleração de suas ações no setor de tecnologia financeira.
A empresa vinha promovendo desligamentos contínuos relacionados a avaliações de desempenho nos últimos dois anos. Agora, a nova estrutura contará com equipes menores, diretas e guiadas por processos baseados em IA. Segundo Dorsey, embora o tamanho da mudança apresente riscos, ficar estagnado seria ainda mais difícil diante do ritmo atual da automação.
A reestruturação e o avanço do lucro bruto em 2025 impulsionaram o salto de 25 por cento nas ações. Portanto, a combinação entre corte de despesas, foco em IA e projeções acima das expectativas fortalece o posicionamento da Block no curto prazo em relação aos investidores e ao mercado.