Blockchain ajuda a indenizar quem sofreu com coronavírus

Plataforma de seguros chinesa usa a tecnologia para acelerar acordos e reduzir fraudes

A plataforma de seguros chinesa Xiang Hu Bao está usando blockchain para acelerar acordos e reduzir fraudes por reclamações relacionadas a quem sofreu com coronavírus, a epidemia que infectou mais de 44 mil pessoas na China e matou cerca de 1,1 mil.

De acordo com reportagem publicada no South China Morning Post, a Xiang Hu Bao, que faz parte da fintech Ant Financial, incluiu o coronavírus em sua plataforma, usada por mais de cem milhões de pessoas. Quem sofreu com o coronavírus pode receber um pagamento único de até 100 mil yuanes (cerca de US$ 14 mil).

“A Xiang Hu Bao conseguiu processar formulários e fazer pagamentos aos participantes mais rapidamente, devido à natureza descentralizada e trust-free da tecnologia blockchain. Os solicitantes podem enviar seus documentos de suporte como evidência, enquanto as empresas de investigação podem obter acesso imediato a eles na blockchain. Todas as partes envolvidas podem ver todo o processo”, explicou ao Post um porta-voz da Ant Financial.

O governo chinês já garantiu que cobrirá todas as despesas de saúde com o plano de seguro médico. A Xiang Hu Bao está ajudando em outras áreas.

A Ant Financial é dona do AliPay, que é usado por mais da metade da população da China. Em janeiro de 2020, lançou a Ant Blockchain Open Alliance, uma plataforma que pode suportar um bilhão de transações diárias e cem mil transações por segundo.

A Xiang Hu Bao não é a única empresa a fornecer seguros usando blockchain. Em novembro, o Banco da China lançou uma blockchain de seguros, colocando mais de quatro milhões de registros em blockchain.

* Imagem de leo2014 por Pixabay
Fonte: Decrypt

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Foto de Simone Gondim O autor:

Jornalista, revisora e roteirista, apaixonada por tecnologia e especializada em conteúdo.

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