Bloom Energy eleva projeção após receita subir 165,5%
A Bloom Energy informou um segundo trimestre de 2026 histórico. A companhia ampliou receita, elevou margens e reverteu o prejuízo operacional visto um ano antes.
Além disso, a empresa se beneficiou da demanda crescente por energia para data centers e infraestrutura de inteligência artificial. Esse segmento exige fontes confiáveis de eletricidade e prazos menores de implantação.
As ações encerraram o pregão regular em queda de 11,34%, a US$ 166,84. No entanto, reagiram após os resultados e subiram 9,85% no after market, a US$ 183,27, depois da revisão das projeções anuais.
Receita trimestral atinge recorde para a companhia
A receita somou US$ 1,07 bilhão no segundo trimestre. Isso representa avanço de 165,5% frente aos US$ 401,2 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Em primeiro lugar, o crescimento refletiu a aceleração das vendas de produtos. Essa linha avançou 215,4% e alcançou US$ 935,4 milhões.
A empresa afirmou que este foi o trimestre de maior receita desde sua estreia como companhia aberta. Assim, o desempenho reforçou a capacidade da Bloom Energy de transformar demanda em entregas efetivas.
O lucro bruto também avançou de forma expressiva. Ele passou de US$ 107,1 milhões para US$ 355,6 milhões na comparação anual.
Além disso, a margem bruta subiu para 33,4%, ante 26,7% no mesmo trimestre de 2025. A expansão foi de 668 pontos-base. Da mesma forma, a margem bruta non-GAAP atingiu 34,3%, acima dos 28,2% de um ano antes.
No nível operacional, a Bloom Energy reportou lucro de US$ 182,2 milhões. Com isso, reverteu a perda operacional de US$ 3,5 milhões observada no ano anterior.
Ademais, o lucro operacional non-GAAP ficou em US$ 239,6 milhões. O EBITDA ajustado, por sua vez, atingiu US$ 253,4 milhões.
A melhora decorreu de vendas mais fortes, preços melhores, ganhos de eficiência na produção e maior alavancagem operacional. Nesse sentido, a companhia ampliou escala sem perder rentabilidade.
Data centers e IA sustentam a demanda por energia
A Bloom Energy destacou que a demanda vinda de data centers continuou entre os principais vetores de crescimento no trimestre. Grandes empresas de tecnologia, operadoras de nuvem e desenvolvedores de data centers seguiram aprovando os sistemas de geração local de energia da companhia.
Esse modelo permite que os clientes obtenham eletricidade no próprio local de operação. Dessa forma, eles reduzem a dependência de conexões demoradas com a rede tradicional de transmissão.
Ao mesmo tempo, a expansão da inteligência artificial e da computação de alta densidade aumentou a relevância dessas soluções. Portanto, os sistemas da Bloom ganharam espaço estratégico em instalações com alta exigência operacional.
Os operadores de data centers buscam fontes escaláveis de energia para acompanhar cronogramas mais rápidos de construção. Além disso, precisam garantir operação contínua em ambientes de grande consumo elétrico.
O lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários chegou a US$ 196,3 milhões no trimestre. No mesmo intervalo de 2025, a companhia havia registrado prejuízo de US$ 42,6 milhões.
O lucro diluído por ação foi de US$ 0,62, ante perda de US$ 0,18 por ação em 2025. Já o lucro diluído non-GAAP avançou para US$ 0,78, contra US$ 0,10 no período comparável.
Bloom Energy revisa metas para 2026
O fluxo de caixa operacional totalizou US$ 226,4 milhões no segundo trimestre. Como resultado, a companhia registrou melhora de US$ 439,5 milhões frente à saída de caixa de US$ 213,1 milhões observada um ano antes.
A recuperação teve apoio de maior volume de recebimentos, lucros mais altos e melhor gestão de capital de giro. Com base nesse desempenho, a Bloom Energy revisou para cima sua projeção para 2026.
A empresa agora espera receita entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,2 bilhões. Além disso, a estimativa para margem bruta non-GAAP no ano ficou em torno de 34%.
A companhia também passou a projetar lucro operacional non-GAAP entre US$ 800 milhões e US$ 900 milhões em 2026. Da mesma forma, a nova faixa esperada para lucro por ação non-GAAP ficou entre US$ 2,55 e US$ 2,85.
A Bloom Energy afirmou ainda que pretende continuar investindo em capacidade de manufatura e estrutura operacional. Assim, busca atender à expansão da demanda dos clientes.
A revisão das metas anuais reflete confiança no crescimento das encomendas, na execução operacional e na necessidade crescente por geração local de energia.
Nos números apresentados, a Bloom Energy combinou receita trimestral de US$ 1,07 bilhão, vendas de produtos de US$ 935,4 milhões, lucro operacional de US$ 182,2 milhões, fluxo de caixa operacional de US$ 226,4 milhões e projeção anual de até US$ 4,2 bilhões em receita. Em suma, a companhia atravessa um ciclo de expansão sustentado pela demanda por energia para data centers e infraestrutura de inteligência artificial.