BNB sustenta suporte de US$ 710, mas perde força

O BNB operava perto de US$ 721 em 17 de setembro, após compradores defenderem a região entre US$ 709 e US$ 710. No entanto, o enfraquecimento do impulso diário mantinha o mercado sem um sinal claro de rompimento. A concentração de liquidez acima de US$ 739 também limitava as perspectivas de avanço.

Durante a sessão, o BNB recuava 0,63%. O preço abriu perto de US$ 725,92, alcançou US$ 729,22 e registrou mínima diária de US$ 720,89. Antes disso, o BNB saiu de menos de US$ 700 e se aproximou de US$ 780 no início de setembro.

Compradores defendem a faixa próxima de US$ 710

Desde então, vendedores conduziram a cotação novamente para a região de US$ 710. O BNB passou, assim, a operar em uma faixa estreita, entre aproximadamente US$ 710 e US$ 730. As repetidas defesas do limite inferior indicam atividade compradora entre US$ 700 e US$ 710.

Por outro lado, a ausência de uma alta sustentada acima de US$ 730 mostra que a demanda ainda não retomou o controle. A estrutura mais ampla preservava mínimas ascendentes desde o fundo de julho, perto de US$ 550. Ainda assim, a queda desde o pico de setembro interrompeu o impulso de alta anterior.

Nesse contexto, o mercado buscava uma nova direção de curto prazo. O recuo coincidiu com um ambiente menos favorável ao risco após o fracasso da votação processual sobre a Lei CLARITY nos Estados Unidos. Além disso, o Federal Reserve elevou os juros em 25 pontos-base, medida que pode reduzir a demanda por mercados de risco.

Indicadores de quatro horas mostram equilíbrio

No gráfico de quatro horas, o BNB operava pouco acima da banda central de Bollinger, posicionada em US$ 719,39. Enquanto isso, a banda superior estava em US$ 729,15, e a inferior alcançava US$ 709,63. Essas referências delimitavam a faixa imediata de negociação.

Gráfico de quatro horas do BNB mostra o preço perto de US$ 722, entre o suporte de US$ 710 e a resistência de US$ 729.
Gráfico de quatro horas do BNB em 17 de setembro.

 

A proximidade com a banda central refletia consolidação, em vez de uma tendência forte. Da mesma forma, o estreitamento das bandas indicava menor volatilidade após as oscilações intensas do início de setembro. Por isso, o mercado ainda precisava romper uma das extremidades para definir uma direção.

Um fechamento de quatro horas acima de US$ 729,15 poderia renovar o impulso de alta. Porém, os compradores precisariam superar a região entre US$ 737 e US$ 740 para confirmar um rompimento mais consistente. Já a banda inferior reforçava a área entre US$ 709 e US$ 710 como suporte imediato.

Portanto, um fechamento decisivo abaixo desse nível poderia expor a marca psicológica de US$ 700. O RSI de quatro horas marcava 50,84, acima de sua média móvel de 46,26. Embora a recuperação acima de 50 fosse moderadamente positiva, o indicador ainda permanecia distante da faixa entre 60 e 70.

MACD diário do BNB sinaliza perda de impulso

No gráfico diário, o MACD apresentava um cenário mais fraco. A linha do indicador estava em 15,14, abaixo da linha de sinal, posicionada em 20,18. Em contrapartida, o histograma recuava para menos 5,04.

Gráfico diário do BNB mostra consolidação perto de US$ 721 e cruzamento baixista do MACD.
Gráfico diário do BNB em 17 de setembro.

 

Esse cruzamento baixista sugeria perda de força na alta iniciada no fim de agosto. No entanto, o MACD continuava acima de zero, sinal de que a recuperação mais ampla ainda não havia sido totalmente revertida. Assim, o indicador apontava enfraquecimento, mas não confirmava uma reversão completa.

As leituras do Aroon também mostravam pouca força direcional, com as linhas em 14,29% e 0%. Nesse sentido, os dados reforçavam a estrutura lateral formada após a queda desde a região próxima de US$ 780. Para uma retomada, o mercado precisaria recuperar sinais mais claros de força compradora.

A linha do MACD precisaria se estabilizar e retornar acima da linha de sinal para favorecer uma reversão de alta. Além disso, uma leitura mais forte do Aroon Up confirmaria novas máximas de curto prazo. Até lá, os indicadores sustentavam um cenário de cautela.

Mapa de liquidações destaca a região de US$ 740

O mapa de liquidações de 24 horas mostrava alavancagem concentrada nos dois lados do preço. A liquidez mais próxima abaixo da cotação aparecia entre US$ 709 e US$ 712. Também havia bolsões maiores entre US$ 703 e US$ 705, além da faixa de US$ 695 a US$ 698.

Mapa de liquidações do BNB mostra concentrações de liquidez perto de US$ 710 e US$ 740.
Mapa de liquidações do BNB. Fonte: CoinGlass.

 

Caso o BNB perdesse US$ 709, liquidações de posições compradas poderiam ampliar a volatilidade e pressionar o preço até US$ 700. Acima do mercado, a liquidez se concentrava entre US$ 727 e US$ 730. Depois, uma zona mais densa aparecia entre US$ 739 e US$ 741.

Logo, uma alta acima de US$ 730 poderia direcionar o preço para US$ 740 com o fechamento de posições vendidas. Contudo, essa concentração também poderia criar resistência sem demanda suficiente no mercado à vista. Acima de US$ 740, a liquidez entre US$ 747 e US$ 755 surgia como alvo secundário.

O cenário de alta ganharia força com um fechamento acima de US$ 729 e sustentação sobre US$ 740. Nesse caso, os próximos alvos ficariam perto de US$ 750 e do pico de setembro, entre US$ 775 e US$ 780. Já um fechamento abaixo de US$ 709 poderia levar o BNB para US$ 703, US$ 700 e US$ 695.

A perda de US$ 695 enfraqueceria a estrutura de recuperação. Consequentemente, o movimento recolocaria a região de US$ 680 no foco dos vendedores. Até a confirmação de um rompimento, a faixa entre US$ 709 e US$ 740 permanecia decisiva.

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