BNY apresenta depósitos tokenizados para liquidações rápidas
O BNY ampliou sua atuação no setor de ativos digitais ao lançar depósitos tokenizados em sua plataforma Digital Assets. A iniciativa replica saldos de clientes institucionais em uma blockchain privada, o que permite liquidações quase instantâneas e reduz fricções nos processos internos. Além disso, a solução fortalece o uso corporativo de redes distribuídas em operações financeiras sensíveis.
Depósitos tokenizados elevam eficiência e reduzem prazos
Segundo informações divulgadas pelo banco em seu comunicado oficial, a tecnologia cria representações digitais equivalentes aos depósitos à vista mantidos nos sistemas tradicionais. Portanto, não há emissão de novo dinheiro. Os valores continuam registrados nos livros contábeis do BNY, preservando exigências regulatórias e controles de risco.
Os tokens funcionam em uma blockchain privada permissionada, acessível apenas a participantes autorizados. Assim, o banco adiciona uma camada operacional mais ágil sem alterar estruturas de supervisão vigentes. O recurso estreia em fluxos de margem e transferência de garantias, áreas que dependem de movimentações rápidas e disponibilidade intradiária.
Com os saldos tokenizados, instituições conseguem mover garantias em segundos, o que reduz dependência de janelas de corte e elimina atrasos causados por sistemas que processam operações em lotes.
Imagem publicada no Twitter pelo perfil oficial do BNY. Fonte: BNYglobal
“À medida que os mercados institucionais avançam para modelos de operação ininterrupta, o BNY permanece comprometido em inovar e apoiar a evolução da movimentação de caixa”, afirmou Carolyn Weinberg, diretora de Produto e Inovação.
Tokenização cresce no setor financeiro global
O avanço do BNY acompanha um movimento global pela tokenização de ativos. Grandes instituições veem essa tecnologia como caminho para modernizar produtos tradicionais. Além disso, líderes de mercado como a BlackRock já destacaram que a tokenização tende a transformar trilhões de dólares em instrumentos financeiros nos próximos anos.
Outros bancos seguem nessa mesma direção. O Standard Chartered lançou sua solução de depósitos tokenizados em 2025, enquanto o Goldman Sachs desenvolve iniciativas próprias dentro de sua divisão de mercados. Assim, o setor demonstra forte convergência entre infraestrutura bancária e redes distribuídas.
Esse cenário ganhou força com a expansão dos Real World Assets em 2025, que passaram de experimentos conceituais para aplicações práticas. Portanto, o ritmo acelerado indica que a adoção institucional deve continuar em destaque em 2026.
Impacto imediato nas operações institucionais
No curto prazo, os depósitos tokenizados do BNY devem elevar a eficiência de processos internos de liquidação. Além disso, a transferência rápida de garantias reduz falhas operacionais e simplifica fluxos de trabalho entre instituições financeiras. O uso de uma blockchain privada também garante rastreabilidade, mantendo intactos os registros legais e contábeis.
Com a solução, o banco oferece um modelo tecnológico avançado que melhora a velocidade das transações, preserva normas regulatórias e atende às demandas crescentes por liquidez em tempo real. Portanto, o movimento reforça a liderança do BNY no uso institucional de tecnologias de registro distribuído.