Bradesco avança em custódia de criptomoedas

O Bradesco intensifica sua entrada no mercado de ativos digitais e passa a estruturar um serviço de custódia de criptomoedas, tokens e stablecoins. A informação foi confirmada por Renata Petrovic, responsável pela área de inovação do banco, durante o Blockchain Rio 2026.

Segundo a executiva, a instituição já organiza internamente uma frente dedicada ao segmento. Além disso, firmou parceria com uma empresa especializada, com o objetivo de viabilizar uma solução robusta e abrangente. Dessa forma, o banco busca atender diferentes categorias dentro do ecossistema digital.

O movimento sinaliza um avanço estratégico relevante. Afinal, grandes instituições financeiras ampliam sua presença no mercado de criptomoedas, impulsionadas pela crescente demanda institucional.

Estratégia do Bradesco para ativos digitais

De acordo com Renata Petrovic, o Bradesco pretende ir além das criptomoedas mais conhecidas. Em outras palavras, a instituição busca construir uma infraestrutura capaz de suportar todo o espectro de ativos digitais, incluindo tokens e stablecoins.

“Estamos nos preparando para ter o business da custódia de ativos digitais, com um parceiro que vai atuar conosco em uma estrutura ampla, contemplando tokens, cripto e stablecoins”, afirmou.

Embora avance com cautela, o banco mantém atuação consistente. Por ser uma instituição regulada, optou por acompanhar o amadurecimento das regras antes de acelerar sua entrada. Ainda assim, a preparação ocorre há anos, com foco em segurança e conformidade.

Renata destacou que a estratégia busca equilíbrio. Assim, o banco evita tanto a antecipação excessiva quanto o atraso tecnológico. Como resultado, constrói bases mais sólidas para operar no setor.

Blockchain, identidade digital e testes com stablecoins

Além da custódia, o Bradesco mantém uma estrutura interna dedicada a ativos digitais. Nesse sentido, há uma liderança responsável por coordenar iniciativas com blockchain, acompanhando uma tendência global entre grandes bancos.

Entre os projetos em andamento, destaca-se um piloto de tokenização de identidade. A proposta utiliza credenciais de clientes para simplificar processos como KYC e compras online, o que reduz etapas e aumenta a eficiência operacional.

Ademais, o banco realizou testes com stablecoins em operações de comércio exterior. Nesse caso, adotou um modelo híbrido que combina processos on-chain e off-chain. Como resultado, os testes indicaram ganhos relevantes, sobretudo em agilidade e rastreabilidade.

Para reforçar a segurança, o Bradesco contratou a Chainalysis, empresa especializada em análise de blockchain. A parceria busca aprimorar o monitoramento, o rastreamento e a verificação de identidade em transações digitais.

Outro ponto relevante envolve a adoção da Travel Rule, norma que exige a identificação das partes em determinadas transações com criptomoedas. Assim, amplia-se o controle regulatório e fortalece-se a conformidade do setor.

Em suma, o Bradesco consolida uma estratégia estruturada para atuar no mercado de ativos digitais, combinando custódia, inovação tecnológica e alinhamento regulatório. O posicionamento indica preparo para acompanhar a evolução do setor com segurança e escala.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas