Brasileiras executivas e investidoras moldam o futuro cripto
Liderança feminina brasileira cresce na Web3 e no mercado cripto
No universo das finanças digitais e da Web3, o mercado de criptomoedas continua a transformar a forma como tecnologia, valor e inovação circulam globalmente. Nesse ambiente em constante evolução, a presença feminina também avança e começa a ocupar espaços cada vez mais estratégicos dentro do ecossistema.
Nos últimos anos, mulheres brasileiras passaram a atuar com destaque em diferentes frentes do setor, incluindo desenvolvimento de infraestrutura blockchain, liderança em fintechs, criação de comunidades educacionais e formulação de políticas relacionadas à regulação do mercado.
Esse movimento não apenas amplia a diversidade dentro do setor, como também contribui para acelerar a inovação e fortalecer a integração entre o universo das criptomoedas e o sistema financeiro tradicional.
Assim, entender quem são essas protagonistas ajuda a compreender como a tecnologia blockchain continua a expandir seus limites e a influenciar o futuro da economia digital.
Executivas que impulsionam a inovação no mercado cripto
Diversas profissionais brasileiras assumiram posições estratégicas em empresas e projetos ligados ao desenvolvimento da infraestrutura do mercado cripto. Muitas delas atuam diretamente em áreas como tokenização de ativos, integração entre finanças tradicionais e Web3 e expansão de novos produtos financeiros baseados em blockchain.
Entre os nomes de destaque estão executivas que lideram iniciativas de inovação dentro de grandes plataformas do setor.
Lívia Calandra, por exemplo, lidera a vertical MB Startups no Mercado Bitcoin, onde atua no desenvolvimento de novas soluções voltadas à inovação financeira e ao crescimento do ecossistema de ativos digitais no Brasil.
Daniela Von Hertwig Meyer também se destaca nesse cenário. Atuando na liderança de marketing e vendas da eNor Assets, sua trajetória acompanha a transição de parte do mercado financeiro tradicional para o universo dos ativos digitais.
Outro nome relevante é Liliane Tie Arazawa, criadora da iniciativa Women in Blockchain Brasil. A comunidade tem como objetivo ampliar a participação feminina no setor de tecnologia e blockchain por meio de educação, networking e formação profissional.
Já Flavia Jabur atua na interseção entre comunicação e mercado cripto. Jornalista e influenciadora no setor, ela desempenha funções como coordenadora de conteúdo da BitcoinTrade e Community Manager da Liqi, fintech especializada em tokenização de ativos.
Liderança feminina em finanças digitais e inovação econômica
A expansão do ecossistema cripto, ao mesmo trempo, dialoga diretamente com o avanço das fintechs, assim como, as plataformas digitais de serviços financeiros. Nesse hiato, diversas líderes brasileiras exercem forte influência na transformação do sistema financeiro.
Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, tornou-se uma das figuras mais relevantes desse processo. Em 2025, ela foi reconhecida pela Forbes como uma das mulheres mais poderosas do mundo, destacando sua atuação na modernização e digitalização da instituição.
Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, também permanece como uma das principais referências do setor. A fintech segue ampliando sua presença internacional e consolidando sua posição como uma das maiores plataformas financeiras digitais do mundo.
Ingrid Barth atua como especialista em Open Banking e inovação financeira, contribuindo para a construção de um sistema financeiro mais aberto e integrado.
Ana Cabral, CEO da Sigma Lithium, representa outro ponto de interseção entre tecnologia, economia digital e inovação. Sua atuação na indústria de lítio conecta o avanço da transição energética com o crescimento das tecnologias digitais globais.
Mariana Dias, cofundadora e CEO da Gupy, lidera uma das principais startups brasileiras voltadas à transformação digital do setor de recursos humanos, com forte impacto no ecossistema de inovação.
Investimentos, impacto social e novos modelos de negócios
O crescimento do mercado de blockchain, de maneira idêntica, também passa pela expansão do capital de risco e pelo surgimento de novos modelos de investimento voltados a impacto social e inovação tecnológica. Nesse sentido, algumas líderes brasileiras têm se destacado na articulação entre capital, tecnologia e transformação social.
Itali Collini atua como diretora da Potencia Ventures no Brasil, grupo de investimentos voltado ao financiamento de negócios com impacto social.
Já Paula Harraca, CEO da Ânima Educação, representa a convergência entre educação, economia digital e novos formatos de formação profissional voltados ao futuro do trabalho.
Comunidades, educação e expansão da Web3 no Brasil
Outro elemento essencial para o crescimento do mercado cripto é a formação de comunidades, iniciativas educacionais e projetos voltados à disseminação de conhecimento sobre blockchain e ativos digitais.
Diversas mulheres brasileiras desempenham papel central nesse processo de expansão do ecossistema.
Sarah Uska, jornalista especializada no mercado de criptoativos e blockchain, possui mais de 15 anos de experiência em tecnologia. Atualmente, atua como Head de Comunicação e analista no Bitybank, além de professora no MBA da Live University, contribuindo para a formação de novos profissionais no setor.
Heloísa Passos, conhecida como Helo Passos, é CEO e cofundadora da Trexx e criadora da Sp4ce Games, uma das maiores comunidades brasileiras ligadas ao jogo Axie Infinity. Seu trabalho ajudou a consolidar a educação sobre o modelo Play-to-Earn no país.
Taynaah Reis, fundadora e CEO da Moeda Seeds, tornou-se referência internacional no uso de blockchain para impacto social e microcrédito. A plataforma conecta investidores a empreendimentos liderados por mulheres, utilizando tecnologia blockchain para ampliar transparência e acesso a financiamento.
Luana Lopes Lara também se destaca na interseção entre tecnologia e mercado financeiro. Cofundadora da Kalshi, plataforma de mercados preditivos regulada nos Estados Unidos, ela figura entre as brasileiras mais influentes no cruzamento entre inovação financeira e tecnologia.
Cassiane Oliveira atua na Parfin, empresa especializada em infraestrutura cripto, contribuindo diretamente para o desenvolvimento tecnológico e regulatório do setor no Brasil.
Anna Lucia Berardinelli, por sua vez, preside no país a Association for Women in Cryptocurrency (AWIC), organização internacional dedicada à educação, inclusão e fortalecimento da presença feminina no ecossistema Web3.
Representatividade e inovação no ecossistema cripto
O crescimento da presença feminina no universo das criptomoedas reflete, por certo, transformações mais amplas dentro do setor de tecnologia e inovação.
Cada vez mais mulheres participam da construção de infraestrutura blockchain, assim como, da liderança empresarial e da expansão educacional da Web3. Ao mesmo tempo, sua atuação contribui para ampliar perspectivas e acelerar o desenvolvimento de soluções voltadas ao futuro da economia digital.
Mais do que representatividade simbólica, essas lideranças demonstram, de fato, que a participação feminina já exerce influência concreta na evolução do mercado.
Assim, à medida que o ecossistema de ativos digitais continua a amadurecer, essas profissionais ajudam a moldar o futuro da internet descentralizada e da nova economia baseada em blockchain.