Buscas pelo halving do Bitcoin no Google são 300% maiores do que em 2016

O halving do Bitcoin está prestes a acontecer e a expectativa está aumentando (as buscam no Google comprovam isso)

“As buscas no Google por ‘Bitcoin halving’ excederam 300% do volume visto antes do evento de halving em 2016”, apontou o cofundador e CTO da Casa, Jameson Lopp no ​​Twitter. O grande interesse no evento, o que isso significa para o Bitcoin e como ele se relaciona com a moeda fiduciária durante a crise parece estar impulsionando a explosão da pesquisa.

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Por que pesquisar?

Os números de buscas revelam que uma parcela maior do público em geral está pelo menos ciente do Bitcoin e do halving. A maioria das pesquisas provavelmente estaria relacionada à busca de informações sobre o halving e, portanto, poderia ser de pessoas não familiarizadas com a moeda.

Além disso, durante um período de dificuldades financeiras sem precedentes provocadas pela COVID-19, o governo dos EUA expandiu bastante a oferta monetária existente. Isso alimentou o medo da inflação e pode estar emprestando um interesse maior na redução da oferta incorporada ao Bitcoin.

Fundamentos ou FOMO?

A ação no preço também correspondeu ao aumento do tráfego de pesquisa. O preço do Bitcoin aumentou quase 25% nos primeiros 10 dias do mês.

Essa ação de preço tem especulado sobre um medo generalizado de perder – muitas vezes chamado de FOMO. O FOMO pode elevar os preços sem quaisquer fundamentos subjacentes, resultando em uma bolha. Tal evento ocorreu nos meses que se seguiram o halving anterior, quando em 2017 o Bitcoin viu seu recorde histórico.

Esse atual aumento de preço, no entanto, parece não ser impulsionado pela FOMO. Larry Cermak, diretor de pesquisa e análise do The Block, apontou a diferença nos dois eventos:

“Alguns de vocês parecem não entender, então deixe-me ajudar. Isso é FOMO.”

“Isso não”

A análise de Cermak mostra que o número de novos seguidores no Twitter para os principais identificadores de criptomoedas como Binance e Coinbase não aumentou. Sem esses aumentos, as altas de preços aparentemente não se baseiam no FOMO.

Contudo, o preço subiu (e caiu forte ontem). Isso, juntamente com o aumento das pesquisas no Google, levou a crer que os fundamentos são mais fortes do que durante o evento de 2016.

Fonte: BeinCrypto

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader desde 2017. Aficionado por tecnologia e entusiasta das criptomoedas, viu no WeBitcoin a oportunidade de unir duas paixões.