Butão transfere 100 BTC e amplia venda de Bitcoin

O governo do Butão continua reduzindo sua exposição ao Bitcoin, ao passo que intensifica uma estratégia de liquidação gradual. Dados da Arkham Intelligence mostram que o país transferiu mais 100 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 7,83 milhões.

Assim, a movimentação reforça um padrão consistente observado nos últimos anos. Em vez de uma venda abrupta, o Butão adota uma abordagem controlada, com o objetivo de minimizar impactos no mercado. Além disso, analistas apontam que essa postura indica planejamento estratégico e gestão ativa de tesouraria.

Butão mantém estratégia gradual de vendas

A transação mais recente ocorreu em 29 de abril. Na ocasião, os ativos foram movidos de carteiras associadas ao governo. Conforme a Arkham Intelligence, o envio integra um plano estruturado de liquidação, e não uma resposta emergencial às condições de mercado.

Em 2026, o volume vendido já soma cerca de US$ 206,98 milhões em Bitcoin. Nesse sentido, as operações seguem um padrão recorrente, variando entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões por transação. Dessa forma, o país dilui o impacto das vendas ao longo do tempo.

O Butão está vendendo Bitcoin.

O país acabou de mover mais 100 BTC (US$ 7,83 milhões) de suas carteiras.

Nesse ritmo, poderá vender toda sua reserva até outubro deste ano.

Fonte: @arkham no X

No auge, no fim de 2024, o Butão chegou a deter mais de 13.000 BTC. Contudo, esse volume caiu para aproximadamente 3.421 BTC. Portanto, cerca de 9.579 BTC já foram vendidos desde então.

Por conseguinte, especialistas avaliam que o ritmo atual evita pressões bruscas nos preços. Ainda assim, o mercado acompanha de perto essas movimentações, já que grandes vendas podem influenciar a liquidez global do ativo.

Projeções indicam possível saída total até outubro

Se o padrão atual for mantido, há projeções de que o Butão possa zerar sua posição em Bitcoin até outubro de 2026. Portanto, investidores seguem monitorando as carteiras soberanas do país.

Ao mesmo tempo, o comportamento do governo sugere disciplina financeira. Em vez de reagir à volatilidade, o país executa um plano previsível. Assim, o mercado consegue antecipar parcialmente seus movimentos.

Mineração estatal deu origem às reservas

O acúmulo de Bitcoin pelo Butão começou por volta de 2019. Naquele período, o país aproveitou o excedente de energia hidrelétrica para impulsionar operações de mineração. A iniciativa foi liderada pela estatal Druk Holding and Investments.

Com efeito, essa estratégia permitiu minerar com custos reduzidos. Além disso, o uso de energia renovável fortaleceu a sustentabilidade da operação. Como resultado, o país construiu uma das maiores reservas soberanas da criptomoeda.

Estimativas indicam que os lucros realizados variam entre US$ 754 milhões e US$ 758 milhões. Dessa maneira, a estratégia inicial se mostrou altamente rentável, especialmente durante ciclos de valorização do Bitcoin.

Foco atual está na realização de lucros

Nos últimos meses, não há sinais relevantes de novas entradas provenientes da mineração. Isso sugere que a produção foi interrompida ou significativamente reduzida. Em contrapartida, o foco passou a ser a venda dos ativos acumulados.

Outro ponto relevante envolve a execução das transações. Muitas operações passam por carteiras intermediárias e mesas OTC. Assim, o impacto imediato no mercado à vista tende a ser reduzido.

Apesar das vendas constantes, o governo do Butão não divulgou oficialmente sua estratégia de longo prazo. Ainda assim, analistas avaliam que os recursos obtidos podem ser direcionados para infraestrutura e desenvolvimento nacional.

Em suma, os dados indicam que o país já vendeu mais de 9.500 BTC e ainda mantém cerca de 3.421 BTC em reserva, enquanto continua realizando operações regulares entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões.