Bybit encerra prazo de atualização cadastral no Brasil

O prazo para clientes brasileiros da Bybit atualizarem seus dados cadastrais termina nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026. A medida integra a migração de usuários residentes no Brasil para uma entidade local da exchange. Com isso, a empresa busca adaptar sua operação ao marco regulatório brasileiro.

Conforme a corretora, os usuários que receberam solicitações devem concluir a verificação de identidade ou dos dados empresariais. Entretanto, a notificação enviada pela plataforma pode indicar uma data diferente. Por isso, cada cliente deve seguir o prazo informado em sua própria conta.

A plataforma encaminhou as instruções pelo aplicativo e por e-mail. Para pessoas físicas, o processo pode exigir novas informações de identidade. Já as pessoas jurídicas podem precisar apresentar documentos e dados de verificação empresarial.

Exchange adapta serviços à operação brasileira

A mudança sucede o processo anunciado em maio pela Bybit. Na ocasião, a empresa informou que migraria residentes e companhias brasileiras elegíveis para uma entidade sediada no país. Assim, a estrutura local atenderá os clientes que cumprirem as verificações solicitadas.

Depois do prazo, a corretora ajustará o acesso aos produtos conforme a situação cadastral de cada usuário. Quem concluir as atualizações manterá os serviços que a regulamentação nacional permitir. Por outro lado, a plataforma restringirá os produtos que não receberem autorização local.

Os serviços em moeda fiduciária da entidade brasileira aceitarão apenas o real brasileiro, identificado pela sigla BRL. Dessa forma, a estrutura local deixará de oferecer suporte a outras moedas fiduciárias. A regra valerá para os clientes que migrarem para a operação nacional.

Contas irregulares enfrentarão limitações

As contas fora de conformidade sofrerão restrições após o encerramento do prazo. Nesses casos, os usuários não poderão abrir posições nem adicionar recursos a posições existentes. Também perderão acesso aos demais produtos e serviços da corretora.

Contudo, a plataforma manterá os saques de criptomoedas e o conversor, embora esse recurso possa ter limitações. A partir de 21 de setembro, a Bybit poderá liquidar compulsoriamente as posições abertas em produtos restritos. A empresa executará essas operações a preço de mercado.

Da mesma maneira, a plataforma converterá automaticamente para USDT os saldos mantidos em moedas fiduciárias sem suporte. A conversão ocorrerá quando o próprio cliente não realizar o procedimento antes do prazo. Portanto, os usuários devem verificar seus saldos e posições com antecedência.

Em seguida, a empresa planeja migrar as contas elegíveis e regulares para a entidade brasileira em 24 de setembro. Depois disso, as contas principais funcionarão como contas padrão sob a estrutura nacional. A operação local oferecerá somente os produtos aprovados pelos requisitos regulatórios do país.

Regulação aumenta exigências para exchanges

A migração ocorre enquanto avança a regulação das prestadoras de serviços de ativos virtuais no Brasil. Nesse cenário, o Banco Central amplia as exigências de autorização, funcionamento e prestação de serviços. As normas alcançam custódia, intermediação, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro.

As regras também abrangem operações com criptomoedas no mercado de câmbio. Em julho, o Banco Central elevou as exigências prudenciais para as prestadoras desse segmento. Com isso, as empresas passaram a integrar um regime mais robusto de supervisão.

Entre as obrigações estão requisitos de capital, governança, gerenciamento de riscos, controles internos, liquidez e divulgação de informações. Na prática, essa fase aproxima as exchanges dos padrões aplicados às instituições do sistema financeiro tradicional. Para os usuários, os efeitos aparecem em cadastros mais rigorosos, novas exigências documentais e limites de produtos.

A corretora orienta os clientes afetados a acompanhar as notificações no aplicativo e no e-mail. Ainda assim, a atualização cadastral não garante a disponibilidade de todos os produtos. O procedimento, porém, evita limitações adicionais e permite a migração das contas elegíveis para a entidade brasileira.