Bybit restringe Lazarus Group e plataformas cripto

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A Bybit publicou uma lista de contrapartes impedidas de utilizar seus serviços. O documento reúne plataformas de criptomoedas, carteiras, processadores de pagamentos, serviços de mistura e mercados da darknet. Entre as organizações citadas estão Lazarus Group, Hamas, Ansarallah e ISIS-K. De acordo com a corretora, o monitoramento das transações ocorre de forma contínua.

Além disso, a plataforma pode suspender contas, bloquear fundos e comunicar possíveis violações aos reguladores. A empresa também poderá encerrar contas ligadas às entidades incluídas no documento. Dessa forma, a relação serve como referência para usuários evitarem transações proibidas. A Bybit fundamentou as medidas nos termos e condições aplicáveis aos seus serviços.

Lista reúne corretoras, pagamentos e serviços de mistura

A relação inclui Garantex, Bitzlato, EXMO, Payeer, Nobitex, Bitpapa, Chatex, Cryptex, Grinex e Rapira. Também aparecem WhiteBird, OMPFinex, Ramzinex, HTX e Wallex. Assim, o documento alcança diferentes segmentos do mercado de criptomoedas. A lista ainda inclui Tetherland, Bit24 e QvaPay.

Ao mesmo tempo, a Bybit menciona os marketplaces de garantias Huione Guarantee e Xinbi Guarantee. Ambos enfrentam escrutínio por facilitarem transferências ilícitas de recursos no Sudeste Asiático. Enquanto isso, Samourai Wallet, Bitcoin Fog e ChipMixer aparecem entre os serviços de mistura restritos. Sinbad e Hydra Market, por sua vez, figuram como mercados da darknet.

A publicação da Wu Blockchain no X destacou a divulgação da relação pela corretora. Mais especificamente, a empresa adotou as restrições com base na Seção 23 dos termos da plataforma. A medida também considera a Seção 28 dos termos BVAPO. Com isso, as regras passam a orientar as ações da plataforma diante de contrapartes restritas.

Monitoramento permite bloqueios e liquidação de posições

A Bybit não oferece serviços a entidades designadas por estruturas de sanções aplicáveis. A política abrange nomes da lista de Cidadãos Especialmente Designados do Tesouro dos Estados Unidos. Além disso, inclui a Lista Consolidada de Sanções Financeiras da União Europeia. Registros equivalentes de autoridades competentes em outros países também entram no escopo.

Segundo a corretora, a triagem não se limita à verificação inicial de uma conta. Em vez disso, a empresa acompanha as operações realizadas dentro da plataforma. Caso identifique ligação com uma entidade proibida, a Bybit poderá suspender ou encerrar a conta. A corretora também poderá bloquear transações, enviar relatórios regulatórios e liquidar posições abertas.

Nesse sentido, as medidas podem alcançar recursos relacionados direta ou indiretamente às contrapartes listadas. A empresa afirma que poderá tomar as providências necessárias para cumprir as leis aplicáveis. Portanto, as ações incluem cooperação com reguladores e autoridades policiais nas jurisdições relevantes. A política busca reduzir a exposição da plataforma a operações envolvendo entidades sancionadas.

Organizações sancionadas e obrigações dos usuários

Além das plataformas, o documento identifica organizações associadas a preocupações de segurança. O Lazarus Group também aparece pelo nome Hidden Cobra. Já o Hamas consta como Movimento de Resistência Islâmica. Ansarallah, por outro lado, corresponde ao grupo conhecido como Houthis.

O ISIS-K completa o conjunto de organizações nomeadas pela plataforma. A lista identifica o grupo como ISIS-Khorasan. Sob essa política, usuários violam as regras ao negociar ou transferir recursos para uma entidade proibida. Qualquer outra interação com os nomes relacionados também pode representar uma infração aos termos.

Quando tomarem conhecimento de uma transação desse tipo, os usuários deverão informar a Bybit imediatamente. A corretora poderá, então, adotar medidas para cumprir suas obrigações legais e regulatórias. No entanto, a empresa não informou quando atualizará a relação de contrapartes restritas. O documento atual delimita quais interações podem resultar em bloqueios, encerramentos e outras ações de conformidade.

Em paralelo, grandes corretoras vêm reforçando seus controles diante do escrutínio financeiro internacional. Plataformas ligadas a contrapartes sancionadas podem enfrentar medidas de órgãos supervisores em diferentes países. Por isso, a lista oferece aos usuários uma referência sobre operações incompatíveis com as regras da Bybit. A iniciativa também esclarece as consequências previstas para contas associadas às entidades mencionadas.

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