Bybit restringe produtos e migra usuários no Brasil
A Bybit iniciou uma reestruturação relevante de suas operações no Brasil, com impacto direto na experiência dos usuários locais. A medida ocorre em virtude do avanço regulatório para prestadoras de serviços de ativos virtuais no país. Assim, a exchange informou que migrará contas de clientes brasileiros para uma entidade nacional regulada, a fim de alinhar suas atividades às exigências legais.
Além disso, a mudança traz restrições importantes a diversos produtos considerados incompatíveis com a regulamentação brasileira. Entre eles, destacam-se derivativos, operações com margem, empréstimos, copy trading e estratégias com alavancagem. Como resultado, investidores residentes no Brasil terão acesso reduzido a funcionalidades atualmente disponíveis na plataforma global.
Adaptação às regras e cronograma de migração
Segundo comunicado enviado aos clientes, o processo começa em junho de 2026 e será concluído em setembro do mesmo ano. Nesse sentido, a migração ocorrerá de forma gradual, com etapas definidas ao longo do período, a fim de garantir conformidade com o ambiente regulatório local.
Para evitar restrições adicionais, os usuários deverão concluir o processo de verificação de identidade nível 2 (KYC). Além disso, alguns clientes precisarão atualizar documentos cadastrais. Quem utilizou passaporte, por exemplo, deverá enviar documentos aceitos no Brasil, como RG, CNH ou autorização de residência.
O cronograma estabelece marcos objetivos. A partir de 25 de junho de 2026, o KYC nível 2 se torna obrigatório para usuários elegíveis. Em seguida, em 20 de julho, entram em vigor as primeiras limitações operacionais. Assim, contas fora de conformidade passam a operar em modo “Close-Only”, permitindo apenas o encerramento de posições existentes.
Como consequência, a abertura de novas operações e a contratação de produtos adicionais serão bloqueadas. Dessa forma, a exchange reforça a necessidade de adequação antecipada, sobretudo para usuários expostos a produtos mais complexos do mercado de criptomoedas.
Produtos afetados e serviços mantidos
A Bybit destacou que, mesmo após a regularização cadastral, determinados produtos continuarão indisponíveis para residentes no Brasil. Ou seja, as limitações decorrem não apenas de requisitos individuais, mas também das regras impostas pelo novo ambiente regulatório.
Entre os serviços afetados estão contratos perpétuos em USDT, contratos inversos, opções, trading com margem, OTC Trading, bots de futuros, empréstimos em cripto e produtos TradFi. Além disso, modalidades de copy trading também serão impactadas. Portanto, estratégias com alavancagem concentram as maiores restrições.
Por outro lado, algumas funcionalidades permanecerão disponíveis. O trading spot continuará ativo, enquanto serviços fiduciários passarão a aceitar exclusivamente operações em real. Nesse contexto, outras moedas fiduciárias deixarão de ser suportadas na versão brasileira da plataforma.
Adicionalmente, produtos como Spot X, staking e determinados bots automatizados seguirão operacionais após a migração. Assim, a exchange preserva parte de seu portfólio, ainda que adaptado às exigências locais.
Prazos finais e liquidações automáticas
O ponto mais sensível do cronograma ocorre em 21 de setembro de 2026. Nessa data, todas as posições abertas em produtos restritos que não forem encerradas previamente serão liquidadas automaticamente aos preços de mercado. Portanto, os usuários devem agir com antecedência para evitar perdas inesperadas.
Além disso, ordens em aberto poderão ser canceladas sem aviso adicional. Em paralelo, empréstimos pendentes poderão ser quitados de forma compulsória. Saldos mantidos em moedas fiduciárias não suportadas também serão convertidos automaticamente para USDT.
Por fim, a migração completa para a estrutura brasileira está prevista para 24 de setembro de 2026. A partir dessa data, as contas elegíveis passarão a operar exclusivamente sob a nova entidade regulada da Bybit no país. Em suma, a empresa busca adequação regulatória, enquanto os usuários precisam revisar posições e cumprir prazos para evitar restrições e liquidações automáticas.