Bybit se recupera após megahack e volta ao topo em 2025
A Bybit enfrentou em 2025 um dos maiores ataques já registrados no setor cripto. Apesar do roubo de US$ 1,5 bilhão em Ether, a exchange recuperou força rapidamente e retomou posição de destaque no mercado global. Segundo dados da CoinGecko, a plataforma movimentou cerca de US$ 1,5 trilhão ao longo do ano, encerrando 2025 com aproximadamente 8 por cento de participação.
O ataque ocorreu em fevereiro, quando criminosos exploraram uma falha na estrutura de cold wallets. Análises atribuíram o incidente a grupos ligados à Coreia do Norte. Além disso, o episódio passou a figurar entre os maiores roubos da história do setor, aumentando a pressão sobre a empresa.
Mesmo diante do impacto, a Bybit manteve saques ativos e honrou saldos de todos os usuários. Essa estratégia evitou pânico e preservou a liquidez necessária para manter operações estáveis. Assim, o volume negociado permaneceu consistente durante o período mais crítico.

Mercado aquecido impulsionou recuperação ao longo de 2025
O cenário favorável do mercado global também ajudou a impulsionar o retorno da Bybit. De acordo com a CoinGecko, seis das dez maiores exchanges do mundo ampliaram seus volumes, somando cerca de US$ 1,3 trilhão adicionais em negociações. No entanto, as estratégias adotadas por cada corretora determinaram trajetórias distintas no ano.
A MEXC apresentou um dos crescimentos mais expressivos, registrando salto de cerca de 90 por cento no volume anual. Essa alta foi atribuída à política agressiva de taxa zero em negociações spot, que atraiu traders de alta frequência e investidores iniciantes. Portanto, o mercado seguiu dinâmico durante a maior parte do ano.
Além disso, o avanço do Bitcoin e de diversas altcoins estimulou atividade mais intensa. Muitos ativos renovaram máximas históricas ao longo do ano, ampliando o interesse do público e o fluxo de negociações nas principais plataformas.
Estratégia interna reforçou confiança do público
A liderança da Bybit foi fundamental na reconstrução da credibilidade. Ben Zhou, CEO da exchange, apareceu constantemente em comunicados direcionados à comunidade. Ele garantiu que a empresa arcaria com o prejuízo e manteria liquidez suficiente para evitar qualquer interrupção. Assim, a percepção pública começou a melhorar gradualmente.
Após o ataque, a empresa implementou medidas imediatas, contando com apoio externo para reforçar reservas. Entretanto, o processo de recuperação exigiu meses de operações estáveis e comunicação constante. O cumprimento rigoroso das etapas fortaleceu a retomada e evitou uma fuga de usuários.

Fonte: Coingecko
Binance preserva liderança apesar de queda leve
A Binance seguiu como a maior corretora do mundo, movimentando cerca de US$ 7,3 trilhões em 2025. Apesar disso, houve retração de 0,5 por cento em comparação ao ano anterior. Analistas relacionaram essa queda a uma grande liquidação registrada em 10 de outubro, evento que pressionou o mercado.
Mesmo com o recuo, a Binance manteve mais de 300 milhões de usuários e sustentou um ecossistema amplo. Portanto, seu domínio permaneceu sólido. Já os números revelados pela CoinGecko mostraram que a estratégia adotada pela Bybit após o ataque evitou perdas maiores e assegurou continuidade operacional.
Assim, decisões rápidas e comunicação clara permitiram que a exchange retomasse participação mesmo após um dos maiores hacks da história do setor.