Capital B compra 44 Bitcoin e amplia reservas

A Bitcoin segue como eixo central da estratégia da Capital B, empresa europeia focada em tesouraria do ativo. Recentemente, a companhia anunciou a compra de mais 44 BTC por cerca de €2,7 milhões. Com isso, suas reservas atingiram 2.888 Bitcoins, reforçando uma política contínua de acumulação.

Segundo a empresa, a aquisição integra um plano de longo prazo. O objetivo é aumentar gradualmente a quantidade de Bitcoin por ação totalmente diluída. Dessa forma, a Capital B busca ampliar o valor potencial entregue aos acionistas, acompanhando a dinâmica do ativo digital.

Captação reforça estratégia de acumulação

Para sustentar essa abordagem, a companhia também avançou na captação de recursos. Nesse contexto, realizou um aumento de capital no modelo ATM em parceria com a TOBAM. A operação gerou cerca de €0,5 milhão com a emissão de 669.906 novas ações ao preço de €0,76.

Além disso, a empresa levantou €3 milhões por meio de bônus de subscrição. Desse total, €2 milhões vieram da TOBAM, enquanto €1 milhão foi aportado pela UTXO Management. Assim, os recursos foram direcionados tanto para novas compras de Bitcoin quanto para fortalecer a estrutura de tesouraria.

Como resultado, a companhia reportou rendimento acumulado de 0,72% em Bitcoin no ano. Isso equivale a cerca de 20,4 BTC, estimados em €1,2 milhão. Ainda que o percentual seja modesto, o dado indica crescimento gradual das reservas.

Custódia e estrutura operacional

O custo médio de aquisição do portfólio está em €92.495 por Bitcoin. No total, o investimento soma aproximadamente €267,1 milhões. A custódia dos ativos é realizada pela Swissquote Bank Europe SA, instituição registrada em Luxemburgo.

Além disso, a empresa utiliza tecnologia da Taurus para reforçar a segurança. Paralelamente, cerca de 60 BTC são mantidos para necessidades operacionais, separados do caixa estratégico. Dessa forma, a companhia preserva flexibilidade sem comprometer sua estratégia principal.

Cenário macro e movimento institucional

No ambiente macroeconômico, o Bitcoin apresentou recuperação recente, oscilando entre a faixa de US$ 67.000 e US$ 71.000. Esse movimento ocorreu em meio a uma percepção de menor tensão geopolítica, o que tende a reduzir a aversão ao risco e favorecer ativos alternativos.

Além disso, empresas com exposição relevante ao ativo continuam ampliando posições. A Strategy, por exemplo, adquiriu 1.031 BTC entre 16 e 22 de março por cerca de US$ 76,6 milhões, a um preço médio de US$ 74.326 por unidade.

Atualmente, a Strategy detém aproximadamente 762.099 BTC, adquiridos por cerca de US$ 57,7 bilhões, com preço médio consolidado de US$ 75.694. No entanto, o ritmo de compras indica desaceleração em relação a períodos anteriores.

Nesse sentido, a Capital B reforça sua presença no mercado europeu ao combinar captação de recursos, novas aquisições e exposição direta ao Bitcoin. O movimento, conforme aponta, se soma à tendência de adoção corporativa do ativo no longo prazo.

Em síntese, a expansão das reservas e a continuidade das compras sugerem uma estratégia alinhada à valorização potencial do Bitcoin, ainda que sujeita às oscilações típicas do mercado cripto.