CARF avança com 48 países na coleta global de dados cripto
O avanço do CARF ganha força com 48 países iniciando, em 2026, a coleta padronizada de informações sobre transações em cripto. A medida faz parte do Crypto-Asset Reporting Framework, criado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). A primeira troca automática internacional de dados ocorrerá em 2027.
Coleta padronizada começa em 2026
A estrutura global exigirá que exchanges, serviços de custódia, plataformas de corretagem e caixas eletrônicos de cripto armazenem informações completas sobre usuários e operações. Além disso, esses dados seguirão padrões internacionais, facilitando o envio automático entre países participantes.
Segundo atualização recente da OECD, os campos obrigatórios incluem identificação do usuário, saldos, movimentações de ativos e dados de residência fiscal. Assim, autoridades poderão verificar o cumprimento das regras vigentes com mais precisão.

Fonte: OECD
Exchanges ajustam processos e reforçam compliance
Plataformas de negociação já modernizam cadastros e mecanismos internos. O objetivo é validar a residência fiscal dos clientes e documentar o nível de atividade de cada carteira. Além disso, alguns países, como o Reino Unido, ampliaram exigências e pedem registros detalhados de compras e vendas.
Esses relatórios serão enviados anualmente às autoridades, incluindo informações de saldos, transferências e ganhos. Portanto, as plataformas passam por ajustes contínuos para atender às novas demandas globais.
Setor discute privacidade e desafios operacionais
A implementação do CARF cria desafios técnicos para empresas menores, que precisarão atualizar sistemas e ampliar equipes especializadas. No entanto, representantes do setor também alertam para riscos de privacidade, já que o nível de detalhamento exigido levanta dúvidas sobre armazenamento e acesso às informações.
Equipes jurídicas avaliam como leis locais de proteção de dados se alinham ao regime internacional do CARF, especialmente em regiões com regulamentações mais rígidas.
Total de market cap cripto em US$ 2,99 trilhões. Fonte: TradingView
Novas adesões e impactos para usuários
Outros 27 países começarão a coletar dados em 2027, com trocas internacionais em 2028. Além disso, cronogramas locais podem variar conforme agendas legislativas.
Para usuários comuns, a mudança mais visível será a ampliação de perguntas nos cadastros das plataformas. Assim, investidores precisarão manter registros mais organizados de suas operações. O CARF não cria novos tributos, mas oferece ferramentas mais completas para fiscalizar declarações anteriores.
A diferença de ritmo entre países pode gerar experiências variadas para os usuários. No entanto, o modelo global aproxima as operações em cripto das regras já aplicadas ao sistema financeiro tradicional.
Com a coleta padronizada em 2026 e o intercâmbio internacional em 2027, autoridades terão mais capacidade de monitorar movimentações, reforçando a transparência no setor de cripto conforme diretrizes da OECD.