CEO da PGI é condenado por esquema Ponzi com Bitcoin

O CEO da Praetorian Group International, Ramil Ventura Palafox, recebeu pena de 20 anos de prisão após assumir participação em um esquema global de Ponzi envolvendo Bitcoin. A investigação das autoridades dos Estados Unidos concluiu que a fraude movimentou mais de US$ 200 milhões entre 2019 e 2021, afetando dezenas de milhares de investidores em vários países. Além disso, o caso se tornou um dos maiores golpes já registrados no setor de cripto.

Esquema prometia lucros diários irreais

De acordo com documentos oficiais, o esquema atraía vítimas com promessas de ganhos entre 0,5% e 3% ao dia por meio de supostas negociações de Bitcoin. No entanto, Palafox admitiu que a PGI não realizava operações suficientes para sustentar esses retornos. Assim, as promessas de lucros eram totalmente falsas e serviam apenas para reforçar a aparência de legitimidade.

As autoridades revelaram que a empresa captou mais de US$ 201 milhões no período investigado, incluindo mais de 8.198 Bitcoin e cerca de US$ 30 milhões em moeda fiduciária. No entanto, o esquema utilizava recursos de novos investidores para pagar participantes antigos, seguindo o padrão clássico de um golpe Ponzi.

Segundo o processo, as perdas totais dos investidores ultrapassaram US$ 62 milhões. Além disso, Palafox criou uma plataforma online que exibia rendimentos falsos, reforçando a ilusão de operações lucrativas entre 2020 e 2021. Portanto, muitos participantes acreditaram de forma equivocada que seus investimentos cresciam diariamente.

O Departamento de Justiça dos EUA informou que mais de 90 mil pessoas foram prejudicadas globalmente pelas falsas promessas de retorno rápido.

Investigações revelam manipulação e fraude estrutural

As investigações conduzidas pelo FBI e pela divisão de crimes financeiros da Receita Federal dos EUA mostraram que Palafox usava seu cargo de CEO para ampliar a credibilidade do golpe. Além disso, documentos oficiais detalham que ele atuava como principal promotor da PGI, incentivando investidores a injetar valores cada vez maiores. O processo pode ser consultado quando as autoridades divulgaram informações sobre a condenação.

A operação utilizava ferramentas de marketing digital para ampliar o alcance do golpe. Assim, milhares de pessoas foram atraídas pela narrativa de lucros diários e facilidade de ganho por meio de cripto. No entanto, nenhuma das estratégias divulgadas tinha respaldo em negociações reais.

Luxo financiado com dinheiro do golpe

Além da estrutura fraudulenta, a Justiça dos EUA detalhou o destino dos valores desviados. Palafox utilizou cerca de US$ 3 milhões para adquirir ao menos 20 veículos de luxo, incluindo modelos Porsche, Lamborghini, McLaren, Ferrari, BMW e Bentley. Assim, o executivo financiou um estilo de vida baseado no dinheiro das vítimas.

Os registros mostram também gastos de aproximadamente US$ 329 mil em suítes de cobertura em hotéis de alto padrão. Além disso, Palafox adquiriu quatro propriedades em Las Vegas e Los Angeles avaliadas em mais de US$ 6 milhões. Outro montante expressivo, estimado em US$ 3 milhões, foi usado para compras de roupas, joias, relógios e itens de decoração de luxo.

A Justiça identificou ainda a transferência de US$ 800 mil e cerca de 100 Bitcoin para um familiar de Palafox, totalizando cerca de US$ 3,3 milhões na época. Portanto, a investigação comprovou que o executivo desviava recursos consistentemente para uso pessoal e para beneficiar pessoas próximas.

Com a condenação, o caso se encerra como uma das maiores fraudes recentes envolvendo Bitcoin. Além disso, os valores desviados e o padrão de vida ostentado pelo executivo mostram a dimensão do prejuízo causado aos investidores e justificam a severidade da pena aplicada.