Chainlink cria carteiras em recorde de 2026; LINK fraco
A Chainlink registrou um avanço incomum na atividade on-chain, mas o preço do LINK ainda mostra fraqueza. Em dois dias, a rede adicionou 6.182 novas carteiras, no ritmo mais forte de expansão de 2026.
No momento da publicação, o LINK era negociado perto de US$ 7,30, com alta diária de 0,3%. Ainda assim, o desempenho mais amplo segue negativo. O token acumula queda de 8,7% em sete dias, recuo de 20,3% em 30 dias e desvalorização de 45,8% em 12 meses.
Esse contraste entre crescimento de rede e preço pressionado chama atenção. Em muitos casos, o aumento de novos endereços acompanha a valorização do ativo. Desta vez, contudo, a expansão ocorreu com o LINK abaixo de níveis técnicos relevantes.
Atividade on-chain avança em meio à pressão vendedora
Métricas on-chain indicam que a Chainlink somou 6.182 novos endereços em dois dias consecutivos. Assim, a rede registrou o ritmo mais intenso de expansão da base de carteiras em 2026. A Santiment Intelligence contabilizou 3.142 novas carteiras em 25 de junho e outras 3.040 em 26 de junho.
Resumo: o crescimento da rede Chainlink explodiu com os dois dias on-chain mais fortes do ano. Métrica usada: crescimento da rede. A Chainlink acabou de registrar seus dois dias mais fortes de crescimento de rede em 2026, com 3.142 novas carteiras de LINK em 25 de junho e 3.040 em 26 de junho.
Fonte: @SantimentData no X
Em geral, esse tipo de avanço sugere maior participação de usuários. Afinal, ele indica a entrada de novos endereços interagindo com a rede. Além disso, o dado ganhou relevância porque surgiu em um momento de pressão vendedora, e não durante uma alta expressiva.
O DefiLlama indica que o protocolo mantém cerca de US$ 28,841 bilhões em valor total bloqueado. Dessa forma, a Chainlink reforça sua posição entre as maiores redes descentralizadas de oráculos, apesar da fraqueza recente do LINK.
Uso da rede diverge do preço do LINK
Parte do mercado interpreta essa divergência como sinal de resiliência no uso da rede. Ainda assim, o crescimento de endereços não garante recuperação de preço. O mercado de criptomoedas continua sensível à liquidez, ao fluxo vendedor e ao contexto macroeconômico.
Em outras palavras, a atividade on-chain melhorou, mas a estrutura de mercado ainda não confirmou uma reversão. Por isso, investidores e traders observam se esse crescimento vai se transformar em demanda sustentada pelo token nas próximas sessões.
Indicadores técnicos continuam desfavoráveis
Apesar dos sinais positivos na rede, os indicadores técnicos ainda favorecem os vendedores. Na leitura gráfica, o LINK permanece abaixo das médias móveis exponenciais de 10, 20, 50, 100 e 200 dias. Portanto, essas referências ficam acima do preço atual e atuam como zonas de resistência.
Além disso, a permanência abaixo da média de 200 dias reforça a fraqueza da tendência de prazo mais longo. Assim, a melhora da atividade on-chain ainda não alterou a estrutura gráfica predominante.
Os indicadores de momentum mostram um quadro um pouco mais equilibrado, embora a pressão principal continue. O Índice de Força Relativa, ou RSI, de 14 dias está em 32,21. Ou seja, o ativo segue acima da faixa clássica de sobrevenda em 30, mas permanece muito próximo desse limite.
No gráfico semanal, o RSI aparece em 33,23. Nesse sentido, o número sinaliza algum alívio frente ao impulso baixista das semanas anteriores. Contudo, o contexto ainda segue pressionado para o ativo.
Suporte em US$ 7,02 concentra atenção
Na estrutura atual, alguns níveis de preço concentram a atenção do mercado. O primeiro suporte imediato está em US$ 7,02. Se o LINK fechar abaixo desse patamar, a base de sustentação atual pode enfraquecer de forma relevante e abrir espaço para novas perdas.

Gráfico do LINK contra o dólar em 29 de junho de 2026.
Por outro lado, operadores monitoram a região de US$ 8,31 como a primeira grande resistência. Um fechamento confirmado acima desse patamar melhoraria a leitura técnica. Além disso, poderia permitir um teste da resistência seguinte, perto de US$ 9,19.
Alguns analistas técnicos também observam a possibilidade de formação de fundo duplo, caso o suporte atual siga preservado. Se isso ocorrer, um rompimento sustentado das resistências poderá abrir caminho para uma tentativa de retorno à faixa de US$ 9.
No quadro atual, a Chainlink reúne sinais opostos. A rede adicionou 6.182 novas carteiras em dois dias e mantém cerca de US$ 28,841 bilhões em valor total bloqueado. Porém, o LINK segue ao redor de US$ 7,30, abaixo das principais médias móveis, com suporte em US$ 7,02 e resistência inicial em US$ 8,31.