Chevron e Halliburton negociam bilhões na Venezuela
Chevron avança em acordos para ampliar produção de petróleo
A Chevron está perto de fechar acordos que ampliarão sua presença na Venezuela. As negociações podem adicionar dois campos de petróleo pesado ao portfólio da companhia. Após a notícia, as ações CVX avançaram 1,05%.
A expectativa é que as empresas anunciem os acordos na quarta-feira, em Caracas. Executivos de companhias americanas de petróleo e gás devem assinar contratos de produção. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, também deve viajar ao país.
O acordo transferiria as atuais joint ventures da Chevron para o novo marco energético venezuelano. Dessa forma, a companhia americana teria maior controle sobre as operações locais. A negociação também inclui uma troca de ativos já acertada.
Petropiar pode avançar sobre o bloco Ayacucho 8
Com a troca, o projeto de petróleo pesado Petropiar poderá se expandir para o bloco vizinho Ayacucho 8. Uma segunda área no Cinturão do Orinoco também integra as negociações. Além disso, a Chevron pode incorporar outra área petrolífera ao seu portfólio.
Chevron, Halliburton e outras grandes petrolíferas americanas estão perto de acordos para investir “bilhões de dólares” nos campos de petróleo da Venezuela. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos negociam uma participação significativa em campos petrolíferos venezuelanos.
A Chevron recusou-se a comentar o assunto. Enquanto isso, a Halliburton negocia levar equipamentos e serviços aos produtores venezuelanos. A empresa está entre as maiores prestadoras americanas de serviços para campos petrolíferos.
Venezuela busca bilhões de dólares em investimentos
Desde a deposição de Nicolás Maduro, em janeiro, o presidente Donald Trump pressiona empresas americanas de energia a investir na Venezuela. O governo pretende reforçar a produção de petróleo no Hemisfério Ocidental. Também busca ampliar o fornecimento de petróleo pesado às refinarias dos Estados Unidos.
A Venezuela possui algumas das maiores reservas provadas de petróleo bruto do mundo. Elas correspondem a cerca de 17% do total global. Atualmente, o país produz aproximadamente 1,1 milhão de barris por dia, volume praticamente estável na comparação anual.
Nesse cenário, a Chevron mantém uma posição privilegiada diante das concorrentes. Ela é a única grande petrolífera americana que opera na Venezuela. A companhia atua sob uma licença especial concedida pelo governo dos Estados Unidos.
ExxonMobil e ConocoPhillips ficam fora das tratativas
Por enquanto, ExxonMobil e ConocoPhillips não participam das negociações. Em 2007, o governo de Hugo Chávez nacionalizou os ativos venezuelanos das duas empresas. Quase duas décadas depois, ambas ainda buscam bilhões de dólares em restituição.
Contudo, muitos campos oferecidos pela Venezuela ainda não possuem infraestrutura básica ou fornecimento adequado de eletricidade. Por isso, transformar essas áreas em ativos produtivos exigiria bilhões de dólares em investimentos iniciais.
A Hunt Oil tornou-se a primeira empresa americana a assinar um acordo para produzir petróleo venezuelano. A assinatura ocorreu no início de agosto e antecedeu a rodada mais ampla de negociações.
Paralelamente, o governo Trump mantém conversas avançadas com a Venezuela. Os Estados Unidos discutem obter participação direta em 17 dos campos mais promissores do país. Juntos, esses campos concentram cerca de 90 bilhões de barris em reservas provadas.
Ações da Chevron atraem fundos de hedge
No fim do segundo trimestre de 2026, a Chevron liderava as empresas de energia em número de investidores institucionais na base da Insider Monkey. Ao todo, 101 fundos de hedge mantinham posições na companhia.
Essas participações somavam aproximadamente US$ 23,2 bilhões. Agora, o possível avanço na Venezuela pode ampliar a exposição operacional da empresa ao petróleo pesado, caso os acordos sejam formalizados.