Chiliz debate papel da inteligência artificial na competitividade do Brasil durante Blockchain.RIO

Debate abordou infraestrutura, soberania tecnológica e democratização do acesso à IA como elementos fundamentais para a competitividade global do país

 O Brasil reúne condições importantes para ocupar uma posição de destaque na nova economia marcada pela inteligência artificial, mas precisa avançar em infraestrutura, investimentos, soberania tecnológica e, principalmente, na adoção da tecnologia por empresas e profissionais. Essa foi uma das principais discussões do painel “Como a IA pode elevar o Brasil a uma superpotência global”, realizado nesta quinta-feira (13), durante o Blockchain.RIO.

O debate reuniu Bruno Pessoa, General Manager da Chiliz e Socios.com no Brasil; Antonio Wanderley, CEO do IBOPE; e André Montenegro, Founder da Cultura Builder, que discutiram os desafios e as oportunidades para que o país transforme suas vantagens competitivas em protagonismo na economia global da inteligência artificial.

Durante a conversa, Pessoa destacou que a cadeia da IA pode ser compreendida em cinco diferentes camadas: energia, Unidades de Processamento Gráfico (GPUs, na sigla em inglês), data centers, modelos de inteligência artificial e aplicações utilizadas por empresas e consumidores. Na avaliação do executivo, identificar em quais dessas frentes o Brasil possui vantagens competitivas será fundamental para definir sua posição nesse novo cenário.

Com mais de 200 milhões de habitantes, uma matriz energética com forte participação de fontes renováveis e um mercado empreendedor relevante, o Brasil possui atributos importantes. Ao mesmo tempo, competir nas camadas mais intensivas em infraestrutura exige investimentos de grande escala.

“O Brasil tem vantagens importantes, especialmente quando olhamos para energia e para a capacidade empreendedora do país. Mas precisamos entender em quais camadas da inteligência artificial podemos ser realmente competitivos e criar as condições para que empresas brasileiras tenham acesso à infraestrutura e aos modelos necessários para inovar”, afirmou Pessoa.

Soberania e governança no centro do debate

Outro ponto destacado pelos participantes foi a crescente importância da soberania tecnológica. Quanto mais empresas e governos passam a depender de modelos desenvolvidos e operados por organizações estrangeiras, mais as questões relacionadas a acesso, governança de dados, portabilidade e autonomia tornam-se estratégicas.

Pessoa ressaltou que modelos de inteligência artificial podem estar sujeitos a restrições de acesso definidas por empresas ou governos de outros países. Para o executivo, essa realidade exige atenção não apenas do poder público, mas também dos empreendedores brasileiros.

Os modelos de código aberto podem representar uma alternativa relevante para esse desafio. A possibilidade de executar modelos em infraestrutura própria permite às organizações manter maior controle sobre seus dados e reduzir determinadas dependências externas, embora também demande capacidade computacional e investimentos.

Para Antonio Wanderley, CEO do IBOPE, soberania está diretamente relacionada à preservação da capacidade de escolha. “Soberania é poder de decisão e portabilidade. Seja no nível individual, empresarial ou de uma nação, não podemos abrir mão da nossa capacidade de decidir sobre o próprio futuro. Uma decisão externa sobre quem pode ou não acessar determinada tecnologia pode impulsionar uma empresa ou comprometer completamente sua competitividade”, afirmou Wanderley.

A governança de dados também foi apontada como um desafio imediato. Para os participantes, organizações que prolongam excessivamente a discussão sobre como adotar inteligência artificial podem descobrir que seus colaboradores já estão utilizando diferentes ferramentas no cotidiano, muitas vezes sem políticas corporativas estabelecidas.

Por uma cultura de experimentação

Além de infraestrutura e soberania, o painel destacou a necessidade de desenvolver uma cultura de experimentação com inteligência artificial dentro das organizações.

Para André Montenegro, Founder do Cultura Builder, modelos abertos e infraestruturas próprias ampliam a autonomia e as possibilidades de aplicação e podem gerar vantagens competitivas para empresas brasileiras. “Quando uma empresa começa a experimentar modelos abertos dentro da sua própria estrutura, abre-se uma enorme frente de possibilidades”, destacou Montenegro.

Bruno Pessoa também ressaltou que uma das principais barreiras para a adoção da IA ainda é fazer com que mais pessoas atravessem a etapa inicial de experimentação. Segundo o executivo, uma vez compreendido o potencial das ferramentas, a curva de aprendizado e criação tende a acelerar rapidamente:

“A primeira experiência realmente útil com inteligência artificial muda a percepção sobre o que uma pessoa é capaz de construir. É quase como ganhar um super poder. O desafio é fazer com que mais pessoas passem do zero para o um. Depois desse primeiro passo, a evolução pode ser exponencial”, afirma Pessoa.

O debate acontece em um momento em que a inteligência artificial ocupa espaço crescente na agenda pública e empresarial brasileira. Para os participantes, o país possui diferentes caminhos para participar dessa transformação, mas precisará combinar investimentos e capacidade de inovação para se destacar em um cenário de transformações aceleradas.

 

Sobre o Grupo Chiliz

O Grupo Chiliz é líder em soluções blockchain para a indústria de esportes e entretenimento, pioneiro na criação dos Fan Tokens™ e no desenvolvimento da Chiliz Chain, a primeira e principal blockchain Layer-1 projetada especificamente para esses setores. A Chiliz também impulsiona o Socios.com, que funciona como uma carteira digital segura e intuitiva onde os usuários podem gerenciar mais de 70 Fan Tokens™ e acessar experiências exclusivas, recompensas e oportunidades de organizações esportivas de elite, incluindo FC Barcelona, Paris Saint-Germain, Manchester City, Juventus e Inter de Milão. Governada pelo token $CHZ, a Chiliz Chain oferece uma infraestrutura descentralizada e confiável para que marcas, desenvolvedores e comunidades construam o futuro do ecossistema Web3.

 

*Comunicado de imprensa