China está bloqueando exchanges em redes sociais

Órgãos reguladores na China começaram a bloquear contas em redes sociais de exchanges que continuaram a oferecer serviços aos clientes chineses.

China bloqueia contas de exchanges em redes sociais

Na terça-feira, o noticiário chinês Caixin relatou que as autoridades locais haviam forçado a rede social WeChat a desativar contas de usuários que pertencessem a um grupo de exchanges de criptomoedas, tal ação é uma tentativa de restringir ainda mais a negociação de criptomoedas no país.

Recentemente, a China forçou o fechamento de exchanges domésticas que ofereciam pares de negociação em fiat/criptomoeda, mas alguns investidores informaram a Caixin que ainda era possível acessar plataformas offshore. Outros traders migraram para o mercado paralelo (OTC) e para plataformas P2P, muitas das vezes, usando as redes sociais para encontrar sócios e executar transações.

Em consequência disso, as autoridades começaram a monitorar o tráfego de internet em exchanges offshore, especialmente aquelas que estiveram sediadas no país. Segundo informações, oficiais chineses sugeriram que bancos não prestassem serviços a clientes que estiverem envolvidos no mercado de criptomoedas. Tal sugestão foi feita sob pretexto de proteger o país de esquemas de pirâmide, lavagem de dinheiro, e outras atividades ilegais que o governo atribuiu às criptomoedas.

Apesar de ser uma ação menor, a decisão de desativar contas de exchanges indica que os órgãos reguladores chineses desejam reprimir ainda mais a indústria doméstica de criptomoedas, indústria essa que já dominou o mercado global.

Não foi possível confirmar quais contas foram desativadas e quais continuam em funcionamento.

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Membro do CPPCC sugere que governo desenvolva sua própria exchange

Curiosamente, essa tentativa de cada vez mais restringir as negociações coincidiu com o relato de que um membro de alto nível da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC) sugeriu que o país desenvolva uma plataforma de negociações de ativos digitais controlados pelo estado que permita que “empresas arrecadem fundos [e] negociem ativos digitais.” Não está claro se tal plataforma – se criada – listaria criptomoedas.

Nas últimas semanas, os oficiais chineses e os noticiários estatais louvaram o potencial da tecnologia de blockchain e também ressaltaram que as aplicações descentralizadas dessas redes devem ser limitadas e construídas sempre com base em uma fundação centralizada.

Fonte: CCN.com

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André , ariano, engenheiro, empreendedor, trader de criptos profissional, palestrante e professor. Adora números, gráficos e aprender coisas novas.

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