China fixa 2030 para concluir rede nacional de blockchain
A China estabeleceu 2030 como meta para concluir grande parte de sua rede nacional de blockchain. O projeto prevê uma infraestrutura central, centros regionais e serviços distribuídos de identidade digital. Além disso, o plano inclui aplicações em logística, finanças, manufatura, agricultura e comércio.
A Comissão Central de Assuntos do Ciberespaço divulgou o Plano Nacional de Informatização para o 15º Plano Quinquenal em 23 de outubro. O documento de 14 páginas orienta autoridades a desenvolver infraestrutura e aplicações para serviços públicos, tributação e transporte marítimo. Nesse contexto, a estratégia também contempla iniciativas para reduzir emissões de carbono.
Infraestrutura conectará rede central e centros regionais
O documento apresenta uma meta de construção futura, sem afirmar que a rede nacional já está em operação. Da mesma forma, as diretrizes não citam uma criptomoeda nativa nem autorizam a negociação de tokens. O plano também não estabelece condições de acesso para investidores dos Estados Unidos.
No programa de infraestrutura, o governo solicita a aceleração da rede central e sua conexão aos centros regionais. As autoridades também deverão colocar esses polos em operação e aprimorar os serviços compartilhados. Entre eles, o plano destaca a identidade digital distribuída.
Na frente comercial, a estratégia determina a ampliação da escala e da qualidade da digitalização do transporte marítimo e de cargas. Além disso, o texto cita desenvolvimento econômico, transição de baixo carbono, assuntos governamentais e tributação. Esses setores deverão receber aplicações de grande porte.
Plano não apresenta calendário anual de obras
A iniciativa faz parte de uma seção dedicada à infraestrutura de aplicações integradas. Ao mesmo tempo, o plano prevê uma rede nacional de computação e maior coordenação com o fornecimento de eletricidade. A estratégia ainda abrange estruturas destinadas à circulação e ao uso de dados.
Uma proposta nacional anterior para blockchain apareceu em uma diretriz política publicada em 9 de outubro. O Comitê Central do Partido Comunista e o Conselho de Estado emitiram o documento com 19 medidas. Nesse sentido, as orientações tratavam de indústrias tecnológicas e da integração entre recursos digitais e produção.
Até 2030, o novo plano posiciona a rede nacional ao lado da infraestrutura de comunicações de próxima geração. Também prevê o início oportuno de serviços comerciais de 6G. Porém, o texto não informa um orçamento específico nem apresenta um calendário anual para as obras.
Regiões terão aplicações voltadas ao comércio
O programa distribui os usos da tecnologia entre grandes regiões econômicas chinesas. Logística, serviços financeiros e produção aparecem em diferentes frentes regionais. Assim, Pequim, Tianjin e Hebei deverão aplicar blockchain nos dois polos aeroportuários e na logística inteligente.
No Delta do Rio Yangtze, as diretrizes determinam um uso mais profundo da tecnologia no comércio e nas finanças. Já a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau deverá acelerar aplicações e fluxos ordenados de dados transfronteiriços. A região também pretende ampliar serviços públicos integrados entre fronteiras.
Enquanto isso, Chengdu-Chongqing deverá implementar aplicações de grande escala no comércio, na manufatura e na agricultura. Em 6 de agosto, o Departamento de Comércio de Guangdong propôs ampliar os testes transfronteiriços do yuan digital. A proposta integrava um rascunho para desenvolver a zona de livre comércio.
O documento incluía produtos financeiros adicionais, finanças offshore e testes de tecnologia financeira. Contudo, a proposta não representava uma implementação concluída. Dessa forma, os projetos ainda dependiam das etapas previstas pelas autoridades responsáveis.
Yuan digital e proteção de dados integram estratégia
No desenvolvimento industrial, o plano inclui blockchain entre as áreas nas quais a China busca liderança tecnológica internacional. Circuitos integrados, novas tecnologias de exibição e inteligência artificial também aparecem na lista. Em paralelo, a modernização das indústrias tradicionais prevê o desenvolvimento contínuo do yuan digital.
Até 17 de agosto, o banco central chinês havia aprovado mais oito operadores bancários, elevando o total para 30. Entre as instituições estavam Ping An Bank, Bank of Shanghai e Bank of Hangzhou. Ainda assim, os serviços aos clientes dependiam da conclusão de preparativos comerciais e técnicos.
O plano não define uma meta de transações para o yuan digital. Também não estabelece prazo para integrar a iniciativa à infraestrutura nacional. Por outro lado, a seção de segurança prevê maior uso de blockchain e de computação com preservação de privacidade.
As diretrizes determinam proteção criptográfica reforçada e autenticação nacional de identidade online. Além disso, o documento prevê o reconhecimento mútuo de identidades distribuídas. Essas medidas deverão apoiar a segurança dos serviços e da circulação de dados.
Padrões técnicos e recursos apoiarão execução
Para dados transfronteiriços, o documento mantém avaliações de segurança e contratos-padrão para exportar informações pessoais. O plano também preserva mecanismos de certificação. Com isso, um programa específico oferecerá orientação de conformidade, centros de atendimento e plataformas de testes.
A seção de padrões prevê melhorias nas estruturas técnicas de blockchain, circuitos integrados, sistemas operacionais e bancos de dados. Ao mesmo tempo, o plano defende a participação chinesa na elaboração de padrões internacionais. A estratégia busca converter normas nacionais em referências globais.
A pesquisa tecnológica inclui computação, comunicação e sensoriamento quânticos. Já a área de segurança contempla criptografia resistente à computação quântica. Essas frentes complementam a infraestrutura digital descrita no plano nacional.
Os indicadores estabelecem que as indústrias centrais da economia digital deverão representar 12,5% do PIB em 2030. A tabela registra 10,5% como dado de 2024, embora o número apareça na coluna identificada como 2025. Por sua vez, autoridades centrais coordenarão o acompanhamento e o financiamento da estratégia. O apoio incluirá recursos fiscais, fundos setoriais e capital de longo prazo.
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