Chris Larsen diz que XRP buscou superar limites do Bitcoin

Chris Larsen, cofundador da Ripple, afirmou que o XRP nasceu para superar limitações técnicas e ambientais associadas ao Bitcoin. A declaração voltou a circular após Amelie, influenciadora do mercado de criptomoedas, compartilhar no X um vídeo do executivo. Nesse contexto, o debate sobre as origens e a utilidade do XRP ganhou novo fôlego entre participantes do mercado.

No vídeo, Larsen relembrou o ambiente de inovação que surgiu depois da criação do Bitcoin. Segundo ele, aquele período abriu espaço para diferentes abordagens no desenvolvimento de sistemas financeiros digitais. Por isso, o grupo responsável pelo projeto buscou solucionar limitações identificadas no desenho técnico da primeira criptomoeda.

A proposta original apresentada por Chris Larsen

Larsen disse que o grupo pretendia criar uma forma de dinheiro eletrônico não governamental. O projeto deveria oferecer maior velocidade, escalabilidade e eficiência energética em comparação com o Bitcoin. Dessa forma, a equipe direcionou o desenvolvimento para pagamentos rápidos e menor demanda por recursos computacionais.

“Começamos a projetar um ativo digital que fosse mais rápido, mais escalável e significativamente menos intensivo em recursos do que a criptomoeda pioneira”, afirmou Larsen. Na avaliação do executivo, essas características orientaram a missão inicial do projeto. Ao mesmo tempo, sua declaração apresenta a eficiência operacional como uma das principais diferenças entre as duas redes.

A Ripple atua como uma empresa de infraestrutura para pagamentos baseados em blockchain. Suas soluções atendem instituições interessadas em transferências internacionais mais rápidas e com custos menores. Contudo, Ripple, XRP e XRP Ledger não são termos equivalentes, pois designam a empresa, a unidade digital e a rede, respectivamente.

Velocidade, energia e processamento

Ao compartilhar o vídeo, Amelie afirmou que o XRP poderia se tornar maior do que o Bitcoin. Ela apresentou as declarações de Larsen como evidência de que o projeto buscou aprimorar aspectos técnicos da primeira criptomoeda. Ainda assim, essa avaliação representa a opinião da influenciadora, e não uma projeção confirmada sobre o mercado.

O debate passou a destacar principalmente a velocidade das confirmações e a capacidade de processamento do XRP Ledger. Conforme os dados citados na discussão, a rede pode processar cerca de 1.500 transações por segundo. Já o Bitcoin processa aproximadamente sete transações por segundo em sua camada principal.


ASPECTO


XRP LEDGER


BITCOIN

Tempo de confirmação

Segundos

Vários
minutos

Consumo de energia

Baixo

Maior
devido à mineração

Capacidade aproximada

Cerca de
1.500 TPS

Cerca de 7
TPS

Ênfase de uso

Pagamentos
e liquidações

Reserva de
valor e transferências

 

Em comparação, o Bitcoin prioriza segurança e descentralização por meio da mineração baseada em prova de trabalho. O XRP Ledger, por outro lado, utiliza uma estrutura de validação diferente e não depende de mineração. Assim, a comparação evidencia prioridades distintas, em vez de estabelecer uma superioridade absoluta entre as redes.

Utilidade e reserva de valor dividem o debate

Durante a discussão online, um participante afirmou possuir Bitcoin, mas questionou sua utilidade em pagamentos cotidianos. Para ele, a principal função da criptomoeda está na preservação de valor. Portanto, o participante comparou o papel do Bitcoin no mercado ao desempenhado pelo ouro.

Na visão desse integrante da comunidade, a camada principal do Bitcoin enfrenta limitações para pagamentos em grande escala. Essa perspectiva reforçou o argumento de Amelie sobre o potencial do XRP em aplicações financeiras. Entretanto, a avaliação não considera soluções complementares criadas para ampliar a capacidade de pagamentos do ecossistema do Bitcoin.

Enquanto o Bitcoin consolidou sua imagem como reserva digital de valor, o XRP mantém uma proposta ligada a pagamentos e liquidações. Desse modo, apoiadores do XRP apontam velocidade e eficiência como vantagens para aplicações institucionais. A fala de Larsen voltou a destacar essas diferenças de propósito, embora não determine o desempenho futuro de qualquer um dos projetos.