CLARITY Act pode voltar só em 2030, diz Cynthia Lummis

A senadora Cynthia Lummis alertou, em 6 de setembro de 2026, que o CLARITY Act pode ficar fora da pauta até 2030. Segundo a representante de Wyoming, o atual Congresso precisa aprovar a legislação sobre a estrutura do mercado de ativos digitais. Caso contrário, os Estados Unidos poderão perder empregos, investimentos e receitas tributárias.

Portanto, Lummis relacionou o calendário legislativo aos possíveis efeitos econômicos de um adiamento. Nesse contexto, a inação representaria mais do que um obstáculo processual de curto prazo. Na avaliação da senadora, o setor poderia ficar sem outra oportunidade política concreta até 2030.

Congresso enfrenta uma janela limitada para aprovar o projeto

O CLARITY Act pretende estabelecer a estrutura regulatória do mercado de ativos digitais nos Estados Unidos. Dessa forma, o texto criaria definições formais e distribuiria a supervisão entre os reguladores conforme a classificação de cada ativo. Ao mesmo tempo, a discussão envolve a capacidade do Congresso de concluir o marco durante a atual janela legislativa.

A referência a 2030, no entanto, não representa um prazo processual fixo. Em vez disso, Lummis apresentou a data como uma estimativa para outra oportunidade realista de retomar uma legislação abrangente. Logo, a advertência depende da falta de ação do atual Congresso.

“Se o CLARITY Act não for aprovado neste Congresso, a próxima oportunidade real de recolocar a legislação de estrutura de mercado em pauta será em 2030. São anos de empregos, investimento e receita tributária que podemos evitar desperdiçar se concluirmos isso agora.”

Senadora Cynthia Lummis, no X.

O projeto dividiria a supervisão entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC). Na prática, a classificação de cada ativo digital determinaria qual agência assumiria a responsabilidade regulatória. Sem a lei, a SEC continuaria aplicando o teste de Howey individualmente, sem regras vinculantes ou proteções processuais para o setor, conforme relatado.

Por isso, um adiamento não postergaria apenas uma votação no Congresso. A demora também atrasaria as definições formais e a distribuição das responsabilidades de fiscalização entre SEC e CFTC. Esse cenário explica por que Lummis colocou o tempo no centro de seu alerta.

Divisão de atribuições entre SEC e CFTC

A proposta busca estabelecer parâmetros regulatórios para o mercado de criptomoedas. Nesse sentido, a divisão das competências entre SEC e CFTC dependeria da natureza de cada ativo. Atualmente, a ausência desse marco mantém uma abordagem regulatória baseada em análises individuais.

“Urgente: o assessor de criptomoedas da Casa Branca, Patrick Witt, afirma que os céticos do CLARITY Act estarão errados. A votação no Senado está marcada para 15 de setembro.”

Bitcoin Archive, no X.

Página do CLARITY Act no Congresso dos Estados Unidos
Registro do CLARITY Act no Congress.gov.

 

Lummis apresentou os custos da inação em termos econômicos explícitos. Para a senadora, empregos, investimentos e arrecadação tributária enfrentam riscos caso o Congresso não conclua o trabalho agora. Contudo, ela não afirmou que o intervalo até 2030 ocorrerá obrigatoriamente.

Em sua avaliação, ciclos políticos e calendários legislativos podem empurrar uma nova oportunidade de aprovação para 2030. Assim, Lummis considera a atual sessão uma janela estreita e possivelmente difícil de repetir. O desfecho dependerá da capacidade dos legisladores de avançar com a proposta neste Congresso.