Cobo Wallet encerrará app e cobrará taxa mínima
A Cobo Wallet encerrará seu aplicativo para consumidores em 1º de dezembro de 2026. Por isso, os usuários devem retirar todos os saldos antes do fechamento. A companhia aplicará uma taxa mensal de 2% sobre os valores restantes, com cobrança mínima equivalente a US$ 100.
A empresa publicou em 16 de outubro um aviso de encerramento datado do dia anterior. Conforme o cronograma, os serviços terminarão à meia-noite de 1º de dezembro, no fuso UTC+8. Assim, os clientes precisam concluir as transferências até o fim de 30 de novembro nesse horário.
Em UTC, o prazo terminará às 16h de 30 de novembro. Nos Estados Unidos, o encerramento ocorrerá às 11h no horário padrão do leste e às 8h no horário padrão do Pacífico. Além disso, clientes devem substituir ou excluir endereços de recebimento salvos em exchanges, pools de mineração e outras plataformas. A medida busca impedir o envio acidental de recursos para endereços antigos.
Usuários precisam concluir retiradas antes do prazo
As instruções abrangem os saldos mantidos no aplicativo e os endereços fornecidos a serviços externos. Portanto, os usuários precisam concluir cada retirada antes da interrupção do serviço. Caso contrário, a Cobo tratará a permanência dos saldos como aceitação das condições de cobrança.
No aviso de encerramento, a companhia detalhou os procedimentos e o cronograma da desativação. Posteriormente, a Cobo esclareceu que a decisão afeta somente o aplicativo destinado aos consumidores. O serviço deixou de aceitar novos cadastros em 2021. Desde então, a empresa concentra suas operações em carteiras institucionais.
Enquanto isso, a Cobo direcionará clientes empresariais para seu negócio de carteiras institucionais. A companhia também afirma que seus funcionários nunca solicitam informações pessoais ou senhas. Da mesma forma, a empresa não oferece serviços pagos para acelerar retiradas ou transferir recursos em nome dos clientes.
Taxas mensais começarão em janeiro de 2027
As contas com saldos após o encerramento pagarão uma taxa mensal equivalente a 2% das posições restantes. No entanto, a cobrança mínima corresponderá a US$ 100, mesmo quando o cálculo percentual resultar em um valor menor. A Cobo fará o primeiro débito em 1º de janeiro de 2027. Esse pagamento cobrirá o mês de dezembro de 2026.
A empresa realizará os débitos à meia-noite, no fuso UTC+8, no primeiro dia de cada mês. Além disso, cada cobrança considerará o mês-calendário anterior. A Cobo calculará a taxa com base na quantidade de cada item existente na conta naquele momento. Em seguida, descontará o valor diretamente de cada saldo, sem conversão entre diferentes posições.
Quando a soma das taxas proporcionais ficar abaixo de US$ 100, a empresa aplicará o valor mínimo. Nesse caso, cada posição arcará com uma parcela proporcional ao seu valor na conta. Para isso, a companhia usará as cotações do CoinMarketCap disponíveis no momento da cobrança. Dessa maneira, o limite em dólares valerá mesmo quando a dedução ocorrer diretamente nos saldos digitais.
Contas menores podem perder todo o saldo
Os exemplos divulgados mostram como a taxa mínima pode aumentar o custo efetivo para contas menores. Uma conta com um Bitcoin e 10 Ether terá desconto de 0,02 BTC e 0,2 ETH. Nesse exemplo, cada posição sofre uma cobrança de 2% sobre sua quantidade. O cálculo vale quando o resultado total supera o valor mínimo.
Já uma conta com 1.000 USDT terá desconto de 100 USDT. Embora 2% desse saldo correspondam a 20 USDT, a cobrança mínima substitui o resultado percentual. Desse modo, a taxa alcança 10% do saldo inicial apresentado no exemplo. A diferença mostra o impacto da regra sobre contas de menor valor.
Por outro lado, uma conta com somente 60 USDT perderá integralmente os 60 USDT. A Cobo informa que contas avaliadas abaixo de US$ 100 terão todos os saldos restantes descontados de uma única vez. As cobranças continuarão mensalmente enquanto houver valores disponíveis. O processo terminará quando o usuário retirar os recursos ou quando as deduções esgotarem a conta.
Encerramento reforça foco no mercado institucional
Antes de anunciar o fim do aplicativo, a empresa ampliou suas parcerias voltadas ao mercado institucional. Em outubro de 2025, a Cobo entrou na comunidade AP2 do Google. A iniciativa desenvolve um padrão aberto para pagamentos iniciados por agentes de inteligência artificial. Na época, a companhia também planejava aplicações baseadas nesse modelo e uma demonstração para fevereiro de 2026.
Em março de 2025, a Core Foundation anunciou uma integração de staking duplo de Bitcoin com a Cobo para instituições asiáticas. A integração permitia staking de Bitcoin e tokens CORE, com rendimentos denominados em Bitcoin. Agora, o encerramento do aplicativo para consumidores reforça a mudança de foco da Cobo para serviços institucionais.
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