CoinDCX: Justiça concede fiança a fundadores

Um tribunal indiano concedeu liberdade sob fiança aos fundadores da CoinDCX, Sumit Surendra Gupta e Niraj Ashok Khandelwal. A decisão, datada de 23 de março, ocorre após ambos serem citados em uma denúncia de fraude envolvendo cerca de ₹71 lakh.

Segundo a avaliação judicial, não há evidências que indiquem participação direta ou indireta dos executivos no golpe. O caso, na prática, envolve o uso indevido da identidade da corretora por terceiros.

Tribunal aponta falta de provas concretas

Conforme os autos, a acusação apresentou inconsistências desde o início. Além disso, a investigação indicou que Gupta e Khandelwal não estavam na região de Mumbra no momento do ocorrido. Dessa forma, o tribunal entendeu que não havia base legal para mantê-los sob custódia.

Os fundadores foram detidos dias antes sob suspeita de envolvimento em um suposto golpe contra um investidor. No entanto, o próprio oficial responsável pelo caso não se opôs à concessão da fiança. Esse fator, aliado à ausência de provas, influenciou diretamente a decisão.

O magistrado também destacou que o crime foi cometido por um terceiro, que teria se passado por um dos fundadores da CoinDCX. Assim, o episódio se enquadra como falsificação de identidade, prática que tem se tornado mais recorrente no mercado de criptomoedas.

Uso indevido da marca está no centro do caso

A investigação indica que o golpista explorou a reputação da empresa para dar credibilidade à fraude. Ainda assim, não surgiram elementos que conectem os executivos ao esquema.

Além disso, o denunciante afirmou não ter tido contato direto com Gupta ou Khandelwal. Esse depoimento reforçou a tese de associação indevida dos nomes dos fundadores ao crime.

Site falso foi utilizado na fraude

Em comunicado divulgado em 24 de março, a CoinDCX declarou que seus fundadores foram vítimas de falsificação de identidade. A empresa também afirmou que o golpe foi conduzido por agentes desconhecidos.

Segundo a corretora, os criminosos criaram um site falso, identificado como coindcx.pro, com o objetivo de simular uma plataforma legítima. Dessa maneira, buscavam enganar investidores ao se passar pela marca oficial.

O episódio acompanha uma tendência mais ampla. De fato, o crescimento do mercado cripto tem atraído tanto novos usuários quanto agentes mal-intencionados. Como resultado, golpes envolvendo plataformas clonadas e identidade falsa se tornaram mais sofisticados.

A cobertura internacional do caso detalhou o uso da marca CoinDCX na fraude.

Ressarcimento ajudou a enfraquecer acusação

Durante o processo, o tribunal também considerou uma declaração do denunciante indicando que outro acusado, identificado como Rana, já havia ressarcido o valor perdido. Esse fator contribuiu para enfraquecer a acusação contra os fundadores.

O investidor ainda afirmou que os indivíduos com quem se encontrou em um café na região de Kausa Mumbra não eram Gupta nem Khandelwal. Assim, a hipótese de erro de identificação ganhou força.

Diante desse conjunto de elementos, a Justiça determinou a liberação mediante fiança de 50 mil rúpias indianas, cerca de US$ 530. Os executivos deverão cooperar com as autoridades ao longo da investigação.

Caso reforça alerta no mercado cripto

O episódio evidencia os riscos associados à falsificação de identidade no ambiente digital. Em especial no setor de criptomoedas, onde a confiança é um fator central, esse tipo de fraude pode gerar prejuízos relevantes.

Além disso, o caso sugere a necessidade de maior diligência por parte dos investidores. Ao mesmo tempo, reforça que empresas legítimas podem ser indevidamente envolvidas em crimes conduzidos por terceiros.

Em conclusão, a decisão judicial se apoia na ausência de provas, nos depoimentos do denunciante e no ressarcimento do valor. Esses elementos sustentaram a concessão de fiança e enfraqueceram as acusações contra os fundadores da CoinDCX.