Colombiano preso por lavagem de dinheiro com criptomoedas

Um colombiano apontado por autoridades como responsável por lavar dinheiro de uma organização criminosa que atuava no Amazonas usava criptomoedas e empresas de fachada para ocultar valores ilícitos. Além disso, ele se escondia na Colômbia utilizando identidades falsas para evitar a captura por forças internacionais. O suspeito usava estruturas digitais para dificultar o rastreamento do dinheiro movimentado pela quadrilha.

A prisão ocorreu na sexta-feira, 2 de fevereiro, com apoio do Adido da Polícia Federal na Colômbia, a partir de cooperação internacional viabilizada por meio da Interpol, com base em Difusão Vermelha. Após a formalização da prisão, será solicitado o pedido de extradição do investigado para o Brasil, onde deverá responder pelos crimes apurados. Esse trabalho tinha como objetivo enfraquecer a cúpula da organização criminosa, que atuava em diferentes municípios da região amazônica. Segundo as investigações, um dos líderes do grupo permaneceu mais de um ano em território colombiano e até passou por procedimentos estéticos para alterar sua aparência, o que buscava frustrar tentativas de identificação oficial.

Lavagem internacional de dinheiro com uso de ativos digitais

As apurações indicam que o colombiano ocupava posição central no esquema de lavagem de capitais. Assim, ele utilizava empresas fictícias no segmento de marketing que não apresentavam qualquer atividade real. Esses negócios serviam para movimentar recursos da quadrilha, combinando métodos tradicionais e operações digitais para ampliar o nível de dissimulação. Além disso, o uso de criptomoedas ampliava o anonimato e dificultava o rastreamento das transações financeiras.

De acordo com relatórios das equipes de investigação, a quadrilha utilizava diferentes estratégias para ocultar os recursos, alternando operações bancárias convencionais com transações executadas em plataformas digitais. No entanto, esse tipo de prática tem se tornado cada vez mais comum entre grupos que exploram ferramentas tecnológicas para fugir da fiscalização financeira.

A Operação Xeque Mate teve início em outubro de 2024 e buscou neutralizar a estrutura operacional da organização. Portanto, os investigadores afirmam que o esquema movimentava grandes quantias e se apoiava em instrumentos modernos, como fintechs e serviços estrangeiros de transferência digital.

Cooperação internacional e próximos passos da investigação

O avanço das investigações resultou na emissão de uma Difusão Vermelha pela Interpol, o que permitiu localizar e capturar o colombiano. A cooperação entre a Polícia Federal e o escritório internacional foi essencial para o cumprimento do mandado. Além disso, o Adido da Polícia Federal na Colômbia contribuiu diretamente para a efetivação da prisão.

Agora, com o suspeito detido, o governo brasileiro prepara o pedido de extradição para que ele responda pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e outros delitos investigados. A colaboração entre países reforça a necessidade de ações conjuntas em casos que envolvem estruturas criminosas transnacionais, já que esses grupos costumam atuar de forma integrada em diversos territórios.

No cenário investigado, o uso de ativos digitais surge como ferramenta para esconder a origem de valores ilícitos. Assim, autoridades permanecem em alerta sobre métodos tecnológicos empregados por criminosos, o que exige constante atualização das estratégias de combate à lavagem de capitais.

Com a prisão e o processo de extradição em andamento, os investigadores esperam aprofundar o rastreamento das rotas financeiras da quadrilha. Além disso, devem analisar como empresas de fachada e plataformas digitais foram utilizadas para dificultar a identificação dos recursos movimentados.

A ação reforça a eficácia da cooperação internacional e do compartilhamento qualificado de informações no enfrentamento às estruturas financeiras de organizações criminosas com atuação transnacional, evidenciando o compromisso da FICCO/AM no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.