Criptomoedas avançam entre investidores brasileiros e já estão presentes em 16% das carteiras no país
Dados reforçam um movimento de amadurecimento do setor no Brasil
As criptomoedas seguem ampliando espaço no mercado financeiro brasileiro e já fazem parte da carteira de 16% dos investidores do país, segundo pesquisa divulgada pelo Mercado Bitcoin em parceria com a Opinion Box. O levantamento mostra ainda que 56% das pessoas que nunca investiram em criptoativos afirmam ter interesse em entrar nesse mercado futuramente.
Os dados reforçam um movimento de amadurecimento do setor no Brasil, especialmente em um cenário em que investidores continuam mantendo perfil conservador e priorizando segurança na hora de aplicar recursos. De acordo com a pesquisa, CDBs seguem como o investimento mais comum entre os brasileiros, presentes em 56% das carteiras, seguidos pela poupança, com 49%, e pelo Tesouro Direto, com 30%.
Outro ponto que chama atenção é que os ativos digitais vêm sendo incorporados como parte de uma estratégia de diversificação patrimonial, e não necessariamente como substituição dos investimentos tradicionais. O levantamento mostra que quase metade dos investidores em criptomoedas ainda mantém recursos na poupança.
Para Carlos Akira Sato, co-founder da Fenynx Digital Assets e especialista em Mercados Regulados e Criptoativos, o mercado brasileiro de ativos digitais talvez esteja atravessando seu momento mais importante desde o surgimento do Bitcoin. “Paradoxalmente, isso não está acontecendo por causa da tecnologia, e sim, por causa do comportamento da população brasileira”, explica.
A percepção de oportunidade também aparece nos dados da pesquisa. Segundo o levantamento, 61% dos brasileiros enxergam as quedas do Bitcoin como momento favorável para compra. Entre investidores que já possuem criptoativos, esse percentual sobe para 79%.
Além disso, 82% dos investidores em criptomoedas afirmam não se arrepender de terem investido nesse mercado, enquanto 44% dizem lamentar não terem começado antes. “Durante muitos anos, o mercado tratou criptomoedas como um nicho associado a jovens hiperconectados, traders agressivos ou entusiastas libertários da tecnologia. O Brasil de 2026 mostra um cenário completamente diferente. O investidor brasileiro que começa a se aproximar do Bitcoin agora é mais maduro, pragmático, preocupado com preservação patrimonial e muito menos ideológico”, afirma Akira.
Apesar do avanço, o estudo mostra que ainda existem barreiras importantes para maior popularização do setor. Cerca de 62% dos entrevistados afirmam ter dificuldade para compreender termos técnicos ligados ao universo cripto, enquanto 76% consideram o mercado excessivamente complexo.
A regulamentação também aparece como fator decisivo para o investidor brasileiro. Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados consideram que atuar em uma plataforma regulamentada é o atributo mais importante na escolha de onde investir em criptoativos.
“O Banco Central do Brasil, a CVM e o Congresso Nacional deixaram de tratar os ativos digitais como um fenômeno periférico. O avanço regulatório dos prestadores de serviços de ativos virtuais, a entrada de instituições financeiras tradicionais no setor, ETFs de Bitcoin, tokenização e integração potencial com infraestrutura de pagamentos ajudam a reduzir drasticamente a percepção de risco institucional”, aponta o especialista.
Fonte:
Carlos Akira Sato – Co-Founder da Fenynx Digital Assets e especialista em Mercados Regulados, Criptoativos, Infraestrutura Financeira, Governança e Inovação. Vice-Presidente de Relações Institucionais da PAGOS (Associação de Gestão de Meios de Pagamentos Eletrônicos).
*Comunicado de imprensa