DASH recua 31% e testa suporte decisivo em US$ 55

A DASH recuou 31% desde a máxima local e testava o suporte de US$ 55 no momento da análise. Nas semanas anteriores, a criptomoeda de privacidade registrou forte valorização, favorecida pelo otimismo em torno da Zcash. No entanto, o preço iniciou uma correção após alcançar US$ 78,68.

Entre 19 de agosto e 6 de setembro, a DASH avançou de US$ 29,62 para US$ 78,68. Nesse intervalo, a cotação acumulou alta de 165% em menos de três semanas. Contudo, a máxima coincidiu com uma importante zona de oferta próxima de US$ 80.

Região de US$ 52 concentra atenção dos compradores

Gráfico diário da DASH

Fonte: DASH/USDT no TradingView

 

Primeiramente, a alta iniciada em meados de agosto partiu do suporte de longo prazo situado perto de US$ 30. Além disso, a máxima local de US$ 38,38, registrada em junho, passou de resistência para suporte. Agora, o mercado também testava a máxima de US$ 52,13, observada em maio.

Apesar do recuo iniciado em US$ 78, os compradores ainda encontravam sinais favoráveis na estrutura do gráfico. Afinal, o preço rompeu níveis de resistência relevantes que se formaram ao longo de vários meses. Desse modo, essas regiões começavam a funcionar como possíveis suportes durante a correção.

O indicador de volume On-Balance Volume, conhecido como OBV, avançou de forma constante nas últimas semanas. Enquanto isso, o Índice de Força Relativa, ou RSI, ainda mostrava predominância do impulso comprador no gráfico diário. Portanto, a DASH poderia reagir a partir da zona de demanda próxima de US$ 52.

Ainda assim, os indicadores não eliminavam o risco de uma extensão do movimento corretivo. Nesse contexto, o comportamento do preço sobre os antigos níveis de resistência ganhava importância. Em conjunto, volume, impulso e suporte ajudariam a definir se a estrutura ascendente continuaria preservada.

Fibonacci indica risco de queda até US$ 45,85

Gráfico de quatro horas da DASH

Fonte: DASH/USDT no TradingView

 

Para medir a correção, a análise considerou o movimento de alta entre US$ 36,91 e US$ 78,68. Nesse cálculo, o patamar de US$ 52,13 coincidiu com a retração de Fibonacci de 61,8%. Com isso, a região passou a representar um ponto técnico relevante para uma possível reação.

Embora o suporte permanecesse ativo, o preço ainda poderia aprofundar a queda até US$ 45,85. Contudo, esse cenário dependeria da perda dos níveis intermediários observados no gráfico de quatro horas. Caso a pressão vendedora aumentasse, a retração mais profunda ganharia força.

Nesse cenário, traders de swing poderiam acompanhar uma queda da DASH abaixo de US$ 52,87. Por outro lado, um rompimento acima da faixa entre US$ 57,20 e US$ 57,80 indicaria uma configuração diferente. Cada movimento forneceria um sinal sobre a possível direção seguinte da cotação.

Na prática, a perda de US$ 52,87 abriria espaço para um recuo em direção a US$ 45,85. Em contrapartida, o avanço acima de US$ 57,80 sugeriria uma possível retomada da tendência ascendente. Por essa razão, a confirmação do movimento reduziria o risco de uma entrada antecipada.

Correção sucede valorização de 165%

Em síntese, a DASH avançou 165% em três semanas antes de recuar 31% desde a máxima local. Mesmo após a queda, os níveis rompidos, o OBV e o RSI ainda sustentavam a estrutura de alta. Porém, a manutenção dessa leitura dependia da defesa da faixa de suporte.

A região entre US$ 52 e US$ 57,80 concentrava os principais níveis observados pela análise. A partir daí, uma reação poderia favorecer a continuidade da tendência iniciada em agosto. Já uma perda consistente do suporte aumentaria a possibilidade de queda até US$ 45,85.