Dell Technologies eleva projeção e impulsiona Nvidia
Wall Street encerrou a quarta-feira em alta, após três sessões consecutivas de queda. Resultados fortes da Dell Technologies e da GitLab impulsionaram os principais índices. O Dow Jones subiu cerca de 0,6%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram aproximadamente 0,5% cada.
Nesse movimento, a Nvidia ganhou entre 4% e 5%. Os números robustos da Dell no segmento de servidores de inteligência artificial deram suporte à valorização. Em contraste, Credo Technology e Palo Alto Networks recuaram com força diante de sinais de possível desaceleração.
Demanda por servidores fortalece projeções da Dell
A Dell Technologies liderou os destaques do pregão. A companhia informou receita de US$ 47 bilhões no segundo trimestre, com crescimento anual de 58%. Além disso, o resultado ficou acima das expectativas de Wall Street.
Com esse desempenho, a empresa aumentou em US$ 25 bilhões sua previsão de receita anual. A nova projeção alcançou cerca de US$ 192 bilhões. Ao mesmo tempo, a estimativa de lucro ajustado por ação subiu para US$ 25,50.
O negócio de servidores de IA sustentou grande parte dessa expansão. Durante o trimestre, a Dell recebeu aproximadamente US$ 60 bilhões em pedidos desses equipamentos. Enquanto isso, a carteira de pedidos encerrou o período próxima de US$ 95 bilhões.
Em resposta aos dados, as ações da Dell chegaram a avançar 11%. Os resultados também favoreceram a Nvidia, pois os servidores da fabricante dependem amplamente de seus chips. Dessa forma, o balanço renovou o interesse pela infraestrutura voltada à inteligência artificial.
GitLab reduz dúvidas sobre impacto da inteligência artificial
As ações da GitLab avançaram entre 12% e 15% após a divulgação de resultados trimestrais acima do esperado. A receita alcançou US$ 286,3 milhões, com crescimento anual de 21%. A companhia também registrou um recorde em reservas brutas.
Além disso, a receita recorrente anual líquida cresceu mais de 40%. O mercado acompanhava a empresa diante das dúvidas sobre o impacto da IA no desenvolvimento de software. Ao longo do ano, investidores consideraram a possibilidade de redução na demanda por plataformas do setor.
Contudo, o CEO Bill Staples contestou essa avaliação. Segundo o executivo, o aumento do código gerado por IA amplia a necessidade de ferramentas de segurança, governança e orquestração. Assim, os números melhoraram a percepção sobre empresas de software expostas à concorrência da inteligência artificial.
Credo Technology recua apesar do forte crescimento
A Credo Technology reportou receita de US$ 479 milhões, uma alta anual de 115%. Já o lucro ajustado por ação ficou em US$ 1,20. Com isso, a empresa completou o sétimo trimestre consecutivo de crescimento de receita em três dígitos.
Apesar do desempenho, as ações caíram cerca de 20%. Os investidores concentraram a atenção na margem bruta, que recuou para 68%. Para o próximo trimestre, a administração projetou uma margem entre 67% e 69%.
Consequentemente, a reação evidenciou a pressão sobre ações ligadas à inteligência artificial. Mesmo um crescimento de três dígitos pode decepcionar quando o mercado trabalha com expectativas elevadas. Nesse contexto, indicadores de rentabilidade ganharam mais peso que a expansão da receita.
Palo Alto Networks pressiona ações de cibersegurança
A Palo Alto Networks caiu entre 9% e 11%, embora tenha superado as estimativas de lucro. A empresa também anunciou a aquisição da Console, uma plataforma de segurança para inteligência artificial. Ainda assim, o balanço não impediu a forte venda das ações.
Por sua vez, a queda da Palo Alto pressionou outros papéis de cibersegurança e software. Paralelamente, os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos de dez anos permaneciam próximos de 4,8%. O petróleo também operava em níveis elevados.
Além desse cenário, investidores precificavam a possibilidade de outra alta de juros pelo Federal Reserve. Portanto, o mercado continuou seletivo com empresas de tecnologia e inteligência artificial. Os resultados da Dell deram novo fôlego ao setor, mas as quedas de Credo e Palo Alto reforçaram o nível de exigência dos investidores.