Deutsche Bank prepara custódia de Bitcoin na Europa

Bitcoin estará entre os primeiros ativos atendidos

O Bitcoin estará entre os ativos que o Deutsche Bank pretende custodiar para clientes institucionais na Europa ainda em 2026. Contudo, o banco sediado em Frankfurt precisa obter autorização regulatória antes de iniciar o serviço. A operação começará na Alemanha e atenderá clientes das divisões Corporate Bank e Investment Bank.

Segundo o Deutsche Bank, a plataforma também incluirá Ether e as stablecoins USDC, EURC e EURAU. Assim, os clientes não precisarão construir uma infraestrutura própria para armazenar esses ativos. O banco administrará carteiras, chaves privadas e transferências para terceiros em nome das instituições.

O Deutsche Bank, com 1,9 trilhão de euros, anunciou o lançamento de serviços de custódia de Bitcoin para clientes institucionais e corporativos.

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Estrutura separará ambientes de armazenamento

Em 30 de junho, o banco reportou US$ 2,217 trilhões em ativos. Fundado em 1870, o Deutsche Bank está entre as instituições financeiras mais antigas que avançam na custódia de criptomoedas. Por sua vez, o público-alvo inclui gestoras de ativos, fundos de hedge, corretoras, custodiantes e instituições soberanas.

Gerald Podobnik, co-chefe do Corporate Bank, afirmou que os ativos digitais complementam o sistema financeiro tradicional, em vez de substituí-lo. Nesse modelo, a estrutura usará proteção de chaves baseada em hardware e ambientes separados de armazenamento morno e frio. Além disso, o sistema contará com aprovações de várias pessoas, controles de backup e mecanismos de recuperação.

Fornecedores externos cuidarão de parte dos componentes técnicos da plataforma. Embora o banco não tenha divulgado todos os nomes, Taurus e Bitpanda já apareceram ligadas ao projeto. Mais adiante, a instituição poderá ampliar a seleção após avaliar demanda, produto, riscos e exigências regulatórias.

Projeto depende de autorização regulatória

O interesse do Deutsche Bank em blockchain remonta a 2015. No ano seguinte, a instituição entrou no consórcio de registros distribuídos R3. Já no fim de 2020, o banco discutia internamente a oferta de custódia de criptomoedas.

Em 2023, o projeto avançou com uma parceria entre o Deutsche Bank e a empresa suíça Taurus para o fornecimento de infraestrutura. Naquele período, o banco também solicitou uma licença alemã para custodiar ativos digitais. Desde então, a instituição desenvolve a estrutura técnica e regulatória necessária para atender empresas e investidores institucionais.

Paralelamente, a DWS, subsidiária controlada majoritariamente pelo Deutsche Bank, também avançou nesse segmento. Sua joint venture Allunity obteve uma licença de moeda eletrônica da BaFin em julho de 2025. Posteriormente, a empresa lançou a EURAU, stablecoin lastreada em euro que integra a seleção inicial do serviço.

Instrumentos financeiros tokenizados fazem parte de uma etapa futura, mas o banco não apresentou um cronograma. Antes do lançamento, o serviço ainda precisa receber autorização conforme o regulamento europeu de Mercados de Criptoativos, conhecido como MiCA. Portanto, o prazo, a abrangência geográfica e os ativos disponíveis ainda podem mudar.

Enquanto isso, Standard Chartered e BBVA já oferecem serviços de custódia institucional. O Commerzbank também recebeu uma licença da BaFin em 2023. Ainda assim, a escala do Deutsche Bank destaca a entrada de uma grande instituição financeira no mercado institucional de criptomoedas.