Digital Asset capta US$ 355 mi para Canton com a16z
A Digital Asset captou US$ 355 milhões em uma rodada liderada pela a16z crypto, reforçando a expansão institucional da rede Canton. Segundo a empresa, o novo capital deve acelerar o crescimento da blockchain, que já atrai grandes nomes das finanças tradicionais e do ecossistema de ativos digitais.
Além disso, a operação amplia a presença da Canton em um momento no qual a tokenização ganha espaço entre bancos, gestoras e empresas de infraestrutura. Dessa forma, a rodada indica que a tese de blockchain voltada ao mercado institucional segue ganhando força em 2026.
Rodada reúne bancos, gestoras e infraestrutura
A captação reuniu uma lista ampla de participantes. Entre eles estão uma subsidiária da Abu Dhabi Investment Authority, Apollo Funds, BNP Paribas, Broadridge, Citadel Securities, CME Ventures, Coinbase Ventures, Greenwulf Asset Management, Hanwha Investment & Securities, HSBC, Liberty City Ventures, Optiver, Polychain, S&P Global, SBI Group, SoFi, Tradeweb e William Blair.
Os investidores institucionais não receberam tokens nativos da rede como contrapartida. Em vez disso, a Digital Asset estruturou a rodada com participação societária, a fim de manter compatibilidade com exigências regulatórias internacionais.
A Digital Asset, desenvolvedora de blockchain institucional com foco em privacidade, anunciou uma nova rodada de US$ 355 milhões liderada pela a16z crypto, com participação de instituições como Abu Dhabi Investment Authority, Apollo Funds, BNP Paribas, Citadel Securities, CME Ventures, Coinbase Ventures, HSBC, S&P Global e SBI.
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Além do aporte, parte desses parceiros pretende lançar aplicações descentralizadas dentro da rede. Assim, a Canton pode ampliar a conexão entre a infraestrutura bancária tradicional e o ambiente de tokenização e liquidação baseado em blockchain.
Esse movimento também mostra uma mudança mais clara no setor. Afinal, cresce o foco em soluções voltadas ao mercado institucional, especialmente em privacidade, interoperabilidade e processamento de ativos tokenizados, bem como em integrações com stablecoins.
Estrutura societária reduz atritos regulatórios
A escolha por participação societária, e não por distribuição de tokens, tem peso estratégico. Em primeiro lugar, esse modelo tende a reduzir atritos com diferentes jurisdições. Em segundo lugar, aproxima a operação dos padrões já conhecidos pelo mercado financeiro tradicional.
Assim, a Digital Asset fortalece sua narrativa institucional. Ao mesmo tempo, mostra que busca crescer sem depender de estruturas mais sensíveis à volatilidade regulatória do mercado de criptomoedas.
Digital Asset mira aquisições e integrações técnicas
Outro ponto relevante é que a Digital Asset já operava com alta lucratividade antes desta nova rodada. Portanto, os US$ 355 milhões não têm como objetivo principal sustentar a operação corrente, mas financiar planos estratégicos de fusões e aquisições.
Além disso, a empresa quer aprofundar integrações técnicas no ecossistema da Canton. Com mais capital em caixa, a companhia ganha margem para adquirir projetos promissores e acelerar sua expansão, com menor exposição à dinâmica volátil do mercado cripto.
Essa estratégia também pode fortalecer colaborações institucionais já existentes. Em vez de priorizar crescimento especulativo, a Digital Asset parece focar escala, conformidade regulatória e capacidade de integração com instituições tradicionais.
Por consequência, esse posicionamento pode dar à empresa uma vantagem relevante frente a competidores menores de infraestrutura. Nesse sentido, a combinação entre capital, base de clientes e integração técnica tende a se tornar um diferencial decisivo.
Canton já processa uma base expressiva de ativos tokenizados
A Canton já alcançou escala relevante no sistema financeiro global. Segundo a empresa, mais de US$ 6 trilhões em ativos tokenizados já foram emitidos na plataforma, número que coloca a rede entre os principais nomes da infraestrutura institucional em blockchain.
Empresas como JPMorgan e Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC) utilizam a rede. Em março, a Visa passou a atuar como Canton Super Validator e incluiu a blockchain em seu projeto piloto de liquidação com stablecoin, ao lado de Base, Polygon, Arc e Tempo.
A rede é descrita como uma blockchain Layer 1 pública e sem permissão, com recursos de privacidade personalizáveis para o setor financeiro institucional. A Canton foi criada pela Digital Asset, empresa fundada em 2014.
Seu funcionamento utiliza o Daml, linguagem de contratos inteligentes de código aberto da Digital Asset. A proposta é permitir operações com ativos tokenizados entre múltiplas partes, preservando a confidencialidade dos dados das transações, requisito central para instituições financeiras de grande porte.
Como resultado, a nova rodada liderada pela a16z crypto amplia a capacidade de execução da Digital Asset. A empresa pode acelerar aquisições, aprofundar integrações e expandir a Canton, enquanto a rede mantém indicadores robustos e apoio de instituições como Visa, JPMorgan e DTCC.