Dogecoin: CVDD aponta possível fundo abaixo de US$ 0,08
A pressão vendedora ainda pesa sobre o Dogecoin, enquanto analistas discutem até onde a memecoin pode cair antes de confirmar um fundo. Em meio à volatilidade do mercado de criptomoedas, uma métrica on-chain passou a indicar possível esgotamento da tendência de baixa.
CVDD ganha peso na leitura do fundo do DOGE
Apesar de um possível repique de curto prazo, o cenário mais amplo do Dogecoin ainda exige cautela. Nesse contexto, o indicador Cumulative Value Days Destroyed (CVDD) ganhou destaque após análise de Joao Wedson, fundador da plataforma on-chain Alphractal, em comentário publicado no X.
Segundo Wedson, o CVDD está entre as métricas mais precisas do histórico do Dogecoin para identificar regiões de fundo. Pela leitura do analista, quando o indicador se aproxima de 1 no gráfico, ou permanece poucos dias abaixo desse nível, fundos relevantes de preço costumam aparecer logo depois.

Ainda assim, o analista avalia que esse processo precisa amadurecer. Para ele, um sinal mais claro de fundo surgiria se o Dogecoin caísse abaixo de US$ 0,08. Nesse caso, a faixa poderia representar um ponto de entrada mais atrativo, sobretudo para investidores estratégicos interessados em ampliar a acumulação de DOGE.
Além disso, Wedson defende observar a capitulação como uma janela de acumulação com foco no longo prazo. Ele também afirmou que, em um cenário de maior volatilidade, o Dogecoin pode encontrar seu fundo antes do próprio Bitcoin.
Wedson considera junho um mês decisivo para essa possível virada. A justificativa é histórica. Em ciclos de baixa, a memecoin frequentemente marca fundos locais ao longo de junho. Enquanto isso, o Bitcoin tende a atingir um fundo de mercado mais perto do fim do terceiro trimestre ou no quarto trimestre.
Junho entra no radar dos analistas
Embora a formação de fundo seja uma possibilidade concreta, isso não garante uma recuperação linear do preço. No gráfico mensal, o Dogecoin recuou até uma zona de suporte macro de longo prazo, observada desde 2017. Por isso, vários analistas acompanham essa região em busca de sinais semelhantes aos de ciclos anteriores.
Com base nessa leitura, o investidor e analista Namtoshi Dogemoto afirmou, também no X, que o ativo pode repetir em junho um padrão parecido com o de 2020. Naquele período, o DOGE perdeu esse suporte em mais de uma ocasião. Ainda assim, recuperou rapidamente a região antes do fechamento mensal.
Se a dinâmica voltar a se repetir, junho de 2026 poderá espelhar o movimento registrado em junho de 2020. Dogemoto destacou que o preço está atualmente abaixo do suporte macro. Além disso, ele argumentou que a repetição desse padrão poderia abrir espaço para ganhos expressivos, já que a queda para essa faixa teria criado uma oportunidade relevante de posicionamento.
Suportes e resistências definem o curto prazo
Outro analista, Ali Charts, informou no X que o Dogecoin atingiu o alvo monitorado de US$ 0,0883 e agora testa o limite inferior de um canal paralelo. Segundo ele, enquanto esse suporte permanecer válido, ainda existe margem para uma recuperação até US$ 0,1019 e US$ 0,1156.
Por outro lado, uma perda consistente desse suporte pode alterar o quadro técnico de curto prazo. Nesse cenário, a próxima grande zona de oferta citada pelo analista ficaria na região de US$ 0,067. Esse nível passaria a ser monitorado caso a pressão vendedora continue.
Fonte: DOGEUSDT no TradingView
Sinais técnicos e on-chain se combinam
Dessa forma, junho reúne uma combinação importante de sinais técnicos e on-chain para o Dogecoin. De um lado, o CVDD citado por Joao Wedson sugere uma fase de formação de fundo, principalmente se o preço romper abaixo de US$ 0,08. De outro, Namtoshi Dogemoto e Ali Charts apontam que a região atual segue sensível, com alvos de recuperação em US$ 0,1019 e US$ 0,1156.
O risco baixista, porém, permanece no radar. Se o suporte atual ceder, o mercado pode mirar a faixa de US$ 0,067 como próximo nível de interesse. Assim, o comportamento do Dogecoin em junho tende a definir se a memecoin está perto de um fundo relevante ou se ainda há espaço para novas mínimas.