Dogecoin perde US$ 0,07 e mira suporte de US$ 0,065
O Dogecoin aprofundou as perdas durante o recuo do mercado de criptomoedas e perdeu o suporte de US$ 0,07. Assim, a memecoin chegou a US$ 0,068, patamar que não aparecia desde novembro de 2023. No recorte citado, o ativo era negociado perto de US$ 0,069, com queda diária de 4,3%.
Ao mesmo tempo, o volume de negociação avançou 57% e alcançou US$ 866 milhões. Esse movimento indica aumento da atividade durante a aceleração da baixa. Além disso, os dados sugerem que parte relevante do fluxo veio de saídas rápidas e liquidações de posições alavancadas.

Dados da CoinGlass mostram que US$ 8,20 milhões em posições compradas, os longs, foram liquidados em 24 horas. Em contrapartida, as liquidações de posições vendidas, os shorts, somaram apenas US$ 552.490 no mesmo período. Como resultado, a diferença mostra que a pressão atingiu com mais força os traders que apostavam em recuperação.
Liquidações e derivativos ampliam pressão
Vendas superam compras nos contratos perpétuos
Com a queda ganhando força, muitos operadores alavancados reduziram exposição a fim de limitar riscos. Segundo a Coinalyze, o volume de venda em contratos perpétuos do Dogecoin subiu para 493,04 milhões. Enquanto isso, o volume de compra ficou em 426,535 milhões. Dessa forma, o desequilíbrio favoreceu claramente os vendedores.

Como resultado, o delta entre compras e vendas caiu para menos 66,505 milhões. Além disso, as compras líquidas permaneceram negativas em menos 1,385 bilhão. Em outras palavras, a atividade vendedora superou a compradora no mercado de perpétuos do Dogecoin, o que reforçou o viés baixista no curto prazo.
O mesmo padrão apareceu no mercado futuro. As saídas de capital em futuros chegaram a US$ 520,41 milhões, enquanto as entradas somaram US$ 425,94 milhões. Por conseguinte, o fluxo líquido de futuros recuou 361,34%, para menos US$ 94,46 milhões. Esse dado sugere que saiu consideravelmente mais capital do que entrou nesse segmento.

Ainda assim, o mercado à vista mostrou um sinal menos fraco. Portanto, a leitura para os próximos movimentos do Dogecoin não depende apenas dos derivativos.
Suporte em US$ 0,07 segue no foco
RSI perto da sobrevenda abre espaço para reação
Em meio à redução agressiva de posições, o viés técnico do Dogecoin continuou fraco. O Índice de Força Relativa, o RSI, caiu para 31,34. Com isso, o ativo ficou próximo da região de sobrevenda. Embora esse quadro reflita forte momento de baixa, níveis tão deprimidos podem, às vezes, atrair compradores interessados no recuo.

Se a pressão atual persistir, o Dogecoin pode continuar abaixo de US$ 0,07 e testar a faixa de US$ 0,065. No entanto, o fluxo líquido spot trouxe um ponto de atenção relevante. Enquanto o ativo recuava nos dias 23 e 24 de julho, o indicador ficou em saldo negativo de US$ 1,87 milhão. Isso mostra que as saídas das exchanges superaram as entradas.

Em geral, esse tipo de retirada reduz a oferta imediata disponível para venda e pode funcionar como suporte de curto prazo. Assim, se a demanda conseguir se sustentar, o Dogecoin pode retomar o nível de US$ 0,07 e buscar US$ 0,075. Por outro lado, se a fraqueza nos derivativos continuar predominando, a faixa de US$ 0,065 seguirá exposta.
O quadro reúne sinais mistos, mas ainda frágeis. Entre os principais dados estão a queda para US$ 0,068, o salto de 57% no volume para US$ 866 milhões, a liquidação de US$ 8,20 milhões em longs e o fluxo spot negativo de US$ 1,87 milhão. Dessa maneira, o comportamento dos derivativos tende a definir se a memecoin encontrará alívio ou ampliará as perdas.