Dogecoin: Qubic inicia Fase 3 com mineração e IA
A Qubic concluiu a migração de sua infraestrutura de mineração para o Dogecoin, dando início à Fase 3 do projeto. Com isso, a rede abandona o uso do Monero (XMR) e passa a operar com um modelo que combina mineração de DOGE e treinamento de inteligência artificial.
Segundo a equipe, a mudança representa uma reestruturação completa da arquitetura. Ou seja, não se trata de uma simples atualização, mas de uma nova forma de operar, eliminando a necessidade de alternar recursos computacionais entre tarefas distintas.
Arquitetura separa funções e aumenta eficiência
No novo modelo, equipamentos ASIC passam a atuar exclusivamente na mineração de Dogecoin. Ao mesmo tempo, CPUs e GPUs são direcionadas integralmente ao treinamento do sistema de inteligência artificial Aigarth.
Assim, cada tipo de hardware opera com máxima eficiência. Anteriormente, a rede dividia sua capacidade entre mineração e IA, o que gerava limitações operacionais. Agora, com a separação total, a Qubic busca ampliar o desempenho e otimizar o uso do poder computacional.
Além disso, a empresa introduziu um mecanismo econômico descrito como circular. Nesse sistema, o Dogecoin minerado é vendido e os recursos obtidos são usados para recomprar o token nativo QU, posteriormente distribuído aos participantes.
Como resultado, o modelo cria um ciclo contínuo de valor. Em outras palavras, a proposta sustenta a economia interna da Qubic enquanto mantém a produção de DOGE ativa. Ainda assim, a eficácia desse sistema dependerá da sua adoção e escala.
Dados iniciais indicam ganho de rentabilidade
Com o lançamento da Fase 3, a Qubic divulgou dados preliminares de desempenho. A análise utilizou um ASIC DG1+ com capacidade de 13 GH/s, comparando resultados no novo sistema e em pools tradicionais.
De acordo com os números apresentados, a mineração via Qubic gerou cerca de US$ 7,94 por dia. Em contrapartida, a mineração convencional rendeu aproximadamente US$ 6,02 no mesmo período.
Isso representa um ganho adicional de US$ 1,92 por dia, equivalente a cerca de 32% com o mesmo hardware. Contudo, por serem dados iniciais, a consistência desse desempenho ainda depende da expansão da rede.
Participação no hashrate ainda é limitada
Apesar da evolução técnica, a presença da Qubic na rede Dogecoin ainda é pequena. Estimativas apontam que o projeto representa cerca de 0,086% do hashrate total.
Portanto, o impacto atual sobre segurança da rede, produção de blocos e pressão de venda permanece limitado. Por outro lado, a operação em ambiente real marca uma nova etapa de validação prática do modelo.
Nesse sentido, o crescimento da participação no hashrate será decisivo. Caso avance, a Qubic poderá ganhar relevância dentro do ecossistema de mineração do Dogecoin.
Base anterior utilizava Monero
Antes da migração, a Qubic utilizava o Monero como base para testar seu conceito de Useful Proof of Work. A proposta consistia em redirecionar poder computacional para mineração externa e reintegrar os resultados à economia do projeto.
Durante esse período, a equipe afirmou ter alcançado até 45% do hashrate global do Monero em determinado momento, além de minerar milhares de blocos. Essas declarações, no entanto, não foram detalhadas com dados independentes verificáveis no texto original.
Em uma demonstração pública, o projeto também indicou controle majoritário da rede em um cenário específico. Esse histórico serviu como base para a atual transição para o Dogecoin.
No momento da publicação, o Dogecoin era negociado a US$ 0,09791, mantendo-se acima de níveis considerados relevantes no gráfico semanal.

Fonte: TradingView
Em conclusão, a Fase 3 marca a consolidação da estratégia da Qubic de integrar mineração de Dogecoin e inteligência artificial em um único ecossistema. Ao mesmo tempo, os primeiros dados sugerem ganhos de eficiência, embora a validação de longo prazo ainda dependa da escala e da adoção do modelo.