DTCC testa tokenização com BlackRock e JPMorgan

A Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC) iniciou um piloto de tokenização de valores mobiliários com quase 40 instituições financeiras e empresas de tecnologia, incluindo BlackRock e JPMorgan. O teste envolve ações, ETFs e títulos do Tesouro dos Estados Unidos antes de um lançamento formal previsto para outubro.

A Depository Trust & Clearing Corporation (DTCC) começou a avaliar a tokenização de ativos financeiros tradicionais em um piloto limitado. Um relato publicado e repercutido por Wu Blockchain afirma que a iniciativa reúne quase 40 participantes, entre instituições financeiras e provedores de tecnologia.

O piloto abrange ações, fundos negociados em bolsa e Treasuries dos Estados Unidos. O relato cita Microsoft, Circle, QQQ, SPY, ETFs de Treasuries de curto prazo e títulos do Tesouro com diferentes vencimentos. Dessa forma, a DTCC testa renda variável e renda fixa na mesma estrutura digital.

Ativos tradicionais entram em camada digital

Nesse modelo, a tokenização representa um ativo por meio de um token digital em infraestrutura baseada em blockchain ou registro distribuído. No piloto da DTCC, os tokens continuam vinculados aos valores mobiliários originais. Portanto, a natureza econômica e jurídica dos ativos permanece preservada.

Wu Blockchain afirmou no X que a DTCC já trabalha com ativos tokenizados ligados a ações como Microsoft e Circle. Além disso, a publicação menciona QQQ, SPY e produtos atrelados aos Treasuries dos Estados Unidos.

Fonte: Wu Blockchain no X

A DTCC pretende lançar formalmente o serviço em outubro, segundo o relato. Até lá, a iniciativa continua em fase limitada. Assim, o período deve medir a capacidade da estrutura diante de demandas mais amplas de liquidação e processamento.

Teste mira liquidação e processamento

A proposta chama atenção porque a DTCC ocupa posição central no mercado de capitais dos Estados Unidos. Além disso, a tokenização avança como ferramenta para modernizar a infraestrutura de pós-negociação sem alterar os direitos dos investidores sobre os ativos originais.

Na prática, o piloto permite observar como ativos tradicionais podem circular em uma camada digital comum. Ao mesmo tempo, a experiência mede requisitos de conformidade, rastreabilidade, custódia e integração entre grandes instituições financeiras.

BlackRock, JPMorgan e Wall Street participam

O piloto reúne nomes centrais da infraestrutura financeira tradicional. Entre os participantes mencionados estão BlackRock, JPMorgan, Goldman Sachs, Vanguard e New York Stock Exchange. Dessa forma, a iniciativa entra no debate sobre a modernização da liquidação de ativos regulados.

Em outra publicação no X, Merlijn The Trader afirmou que o piloto conecta empresas de Wall Street e companhias do setor de ativos digitais na mesma camada de liquidação. A postagem cita BlackRock, JPMorgan, Goldman Sachs, Bank of America e Nasdaq. Do outro lado, menciona Circle, Ondo, Ripple Prime, Robinhood e Kraken.

Fonte: Merlijn The Trader no X

A publicação também afirma que a DTCC atua como custodiante de mais de US$ 114 trilhões em valores mobiliários. Por isso, bancos, gestoras e empresas ligadas ao mercado cripto tendem a acompanhar qualquer avanço nessa frente.

Além disso, o interesse institucional cresce porque a tokenização pode reduzir fricções operacionais. Ainda assim, o piloto permanece limitado. A adoção em escala depende de desempenho técnico, segurança operacional e aderência regulatória.

Direitos dos investidores seguem preservados

A própria DTCC informa que os ativos tokenizados mantêm os mesmos direitos dos valores mobiliários subjacentes. Isso inclui propriedade, recebimento de dividendos e direitos de governança. Em outras palavras, a representação digital não elimina a relação jurídica do investidor com o ativo real.

Além disso, a tokenização pode abrir espaço para liquidação mais eficiente e rastreamento aprimorado entre participantes autorizados. Contudo, o experimento continua submetido às exigências típicas dos mercados regulados, como conformidade, custódia, reporte e proteção ao investidor.

O próximo marco esperado é o lançamento formal em outubro. A DTCC ainda precisa definir quais ativos devem entrar primeiro em ambiente de produção. Até agora, o projeto envolve Microsoft, Circle, QQQ, SPY, ETFs de Treasuries de curto prazo e Treasuries com diferentes vencimentos, além de quase 40 empresas, incluindo BlackRock, JPMorgan, Goldman Sachs, Vanguard e New York Stock Exchange.