Elice cai 33% em estreia na bolsa da Coreia do Sul
Oferta pública da Elice enfrenta estreia negativa
A Elice registrou uma estreia fraca na bolsa da Coreia do Sul na terça-feira. As ações fecharam a sessão de 20 de outubro em 60.500 won, abaixo do preço de oferta de 90.500 won. Com isso, os papéis recuaram cerca de 33% no primeiro dia de negociação.
A provedora de nuvem sediada em Seul captou cerca de US$ 151 milhões com a oferta pública inicial. Inicialmente, a operação avaliou a companhia em aproximadamente US$ 755 milhões. No entanto, a pressão sobre as ações de tecnologia limitou o entusiasmo dos investidores.
Antes da estreia, a demanda parecia robusta entre investidores individuais e institucionais. Pessoas físicas solicitaram mais de 400 vezes o volume de ações disponível. Enquanto isso, as ordens institucionais alcançaram quase 389 vezes a quantidade oferecida.
Expansão da infraestrutura de inteligência artificial preocupa
A Elice pretende destinar grande parte dos recursos captados a data centers modulares e equipamentos relacionados. No primeiro semestre, a receita da empresa triplicou e alcançou 34 bilhões de won. Além disso, o lucro operacional chegou a 10 bilhões de won.
Apesar do crescimento, o mercado avalia os custos necessários para ampliar essa infraestrutura. Projetos de data centers exigem investimentos elevados em servidores, energia e novas instalações. Portanto, a necessidade contínua de capital pode afetar o caixa dessas empresas.
O setor de inteligência artificial continua buscando projetos de grande porte. As discussões incluem um possível acordo de nuvem de US$ 45 bilhões entre Anthropic e Nscale. Contudo, as empresas ainda discutem os termos da proposta.
Outras empresas adiam ofertas de ações
Outras companhias também enfrentaram obstáculos para captar recursos no mercado. A australiana Firmus cancelou a oferta pública que planejava realizar. Da mesma forma, a AirTrunk adiou a listagem de um fundo imobiliário em Singapura.
A SB Energy também postergou sua venda de ações nos Estados Unidos. Esses movimentos mostram um ambiente mais cauteloso para empresas ligadas à infraestrutura tecnológica. Nesse contexto, investidores analisam com maior rigor os planos de expansão financiados por dívida.
A estreia da Elice ocorreu apesar da elevada procura registrada antes da negociação. Ainda assim, as ordens recebidas durante a oferta não impediram a queda inicial. Assim, o desempenho reforçou as dúvidas sobre o apetite por novas ações de tecnologia.
CoreWeave amplia pressão sobre o setor
As ações da CoreWeave caíram cerca de 3% no pré-mercado de terça-feira. Investidores seguem atentos ao aumento das dívidas e às necessidades de financiamento da empresa. Recentemente, os rendimentos dos títulos sem garantia da companhia alcançaram cerca de 15%.
O mercado avalia se contratos de longo prazo com clientes cobrirão os custos de servidores, eletricidade e novas instalações. Além disso, juros mais altos encarecem projetos que dependem de dívida. Como resultado, essas empresas podem dispor de menos caixa para ampliar suas operações.
O JPMorgan defendeu os retornos dos contratos da CoreWeave apesar das preocupações do mercado. Entretanto, o banco espera que a companhia consuma mais caixa do que gera até 2030. Esse cenário manteve a atenção sobre a sustentabilidade dos investimentos em infraestrutura.
KOSPI recua enquanto petróleo Brent avança
O índice KOSPI, da Coreia do Sul, caiu 3,73%, para 5.552,74 pontos. A Samsung Electronics perdeu 2,98%, enquanto a SK Hynix recuou 4,23%. As duas empresas fornecem chips de memória utilizados em sistemas de inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, o petróleo Brent superou US$ 111 por barril. Relatos de ataques contra embarcações no Golfo e instalações sauditas elevaram as preocupações sobre a oferta regional. Porém, autoridades da Arábia Saudita não confirmaram alguns dos ataques reportados.
A queda da Elice ocorreu, portanto, em um ambiente de maior aversão ao risco. A fraqueza das ações de tecnologia, as dúvidas sobre dívidas e a alta do petróleo pressionaram os mercados globais. Desse modo, o movimento evidenciou preocupações com o custo da expansão dos data centers.
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