Estudo alerta: Centralização de mineradoras na China pode apresentar ameaça ao Bitcoin

Documento prevê ataque 51%

De acordo com um estudo conjunto da Universidade de Princeton e da Universidade Estadual da Califórnia, 3/4 da mineração de Bitcoin do mundo inteiro ocorre na China, centralização que poderia resultar em riscos potenciais para o ativo.

O estudo, denominado “A iminente ameaça Chinesa: uma análise da influência da China sobre o Bitcoin”, possui o objetivo de “explorar o modo como a China ameaça a segurança, estabilidade e viabilidade do Bitcoin por meio de sua posição dominante” no ecossistema da moeda.

O trabalho começa  descrevendo o país como um poderoso adversário em potencial, acrescentando que a China “expressou posições contraditórias em relação às criptomoedas e demonstrou poderosas capacidades de influenciá-la”.

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De acordo com os pesquisadores, “74% do hash da rede Bitcoin se encontra em pools de mineração gerenciados pela China”. Segundo o documento, a dominação poderá ser aproveitada para explorar maneiras de atacar a rede.

Embora os mineradores do pool não possam ser controlados diretamente pelo governo chinês, o estudo destaca que estes estão “sujeitos ás autoridades chinesas” por operarem no território, além de que o governo exerce forte controle sobre o setor financeiro, assim como impõe censuras à internet doméstica.

Segundo o estudo, há grandes chances de um ataque 51%, que ocorre quando um usuário assume controle da maior parte de um sistema blockchain.

“Possuem uma variedade de ferramentas à sua disposição para influenciar os pools e o Bitcoin em geral.”

O documento conclui que o governo chinês possui “capacidades maduras e fortes motivos para realizar vários ataques contra a criptomoeda”, argumentando que a ideologia contrária aos ativos poderia gerar motivação para um ataque contra a rede.

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FONTE: BITCOIN.COM