ETF de Bitcoin do Morgan Stanley soma US$ 391 mi

O ETF de Bitcoin do Morgan Stanley, listado na NYSE Arca, já soma mais de US$ 391 milhões em ativos sob gestão. O avanço ocorre poucos meses após a estreia, em abril. Assim, o fundo se aproxima da marca de US$ 400 milhões e reforça a demanda por exposição regulada ao Bitcoin no mercado financeiro tradicional.

Na estreia, o produto captou mais de US$ 33 milhões no primeiro dia de negociação. Desde então, o crescimento do patrimônio colocou o fundo entre os lançamentos de maior destaque de 2026. Além disso, trata-se do primeiro ETF de Bitcoin lançado por um banco.

A página do Morgan Stanley mostra que o fundo já ultrapassou US$ 391 milhões em ativos sob gestão. Além disso, Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg Intelligence, destacou na sexta-feira que o produto está entre os lançamentos mais bem-sucedidos do ano até agora.

“Este fundo está entre os lançamentos de maior sucesso em 2026 até agora.”

Eric Balchunas no X

Entradas reforçam demanda por exposição regulada

Dados da Farside Investors indicam US$ 15,7 milhões em novos aportes ao produto apenas nesta semana. Dessa forma, o ETF do Morgan Stanley ganhou tração em um momento de retomada das entradas líquidas nos ETFs americanos de Bitcoin.

Nos últimos sete dias, os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos receberam US$ 274 milhões em novos investimentos. Antes disso, os fundos vinham de uma sequência positiva de quase US$ 1 bilhão em sete dias até a quinta-feira. Naquele dia, todos os ETFs registraram saídas, com exceção do produto do Morgan Stanley.

Esse desempenho destaca a força relativa do fundo dentro da categoria. Ainda assim, o movimento também sugere que parte do capital institucional segue priorizando estruturas conhecidas e emissores com forte presença no sistema financeiro tradicional.

Morgan Stanley amplia presença em ativos digitais

O Morgan Stanley já vinha expandindo sua atuação no segmento de ativos digitais há alguns anos. Em 2021, a instituição começou a oferecer a clientes de alta renda exposição ao Bitcoin por meio de fundos como os da Galaxy Digital. Além disso, no ano passado, Ted Pick, CEO e chairman do banco, afirmou que a companhia trabalhava com reguladores para avaliar formas seguras de oferecer acesso a cripto.

Em abril, Amy Oldenburg, chefe de ativos digitais do Morgan Stanley, declarou que o principal desafio para a adoção do Bitcoin não está no desenho do produto, mas na educação dos clientes. Nesse sentido, a executiva indicou que a compreensão do investidor segue como fator decisivo para a expansão desse mercado.

Preço do Bitcoin segue estável apesar dos fluxos

Nesse meio tempo, o Bitcoin era negociado recentemente a US$ 64.096, com queda superior a 1% nas últimas 24 horas. No recorte de sete dias, porém, a criptomoeda permaneceu praticamente estável. Portanto, a melhora nos fluxos dos ETFs ainda não se converteu em uma alta mais forte no curto prazo.

A gestora europeia CoinShares observou na semana passada que investidores voltaram a colocar dinheiro novo em ETFs de Bitcoin. Contudo, a empresa ponderou que outros fatores ainda podem limitar um avanço mais expressivo do mercado de criptomoedas.

Em comentário recente, James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, afirmou: “Não vemos potencial significativo de alta a partir daqui”. Assim, os dados mostram um contraste relevante entre o fortalecimento dos fluxos para ETFs e a ausência de uma valorização mais firme do Bitcoin no mercado à vista.

Em suma, o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley se aproxima de US$ 400 milhões em ativos sob gestão após captar mais de US$ 33 milhões no primeiro dia e US$ 15,7 milhões apenas nesta semana. Por outro lado, o Bitcoin segue perto de US$ 64.096 e praticamente estável em sete dias, enquanto a CoinShares avalia que o potencial de alta imediata continua limitado.