ETFs de Bitcoin: BlackRock lidera fluxo de US$ 731 mi

Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram entradas líquidas de US$ 730,9 milhões em 3 de setembro. O resultado marcou a sessão mais forte desde meados de janeiro. Além disso, o iShares Bitcoin Trust, da BlackRock, recebeu US$ 454 milhões e liderou as captações. O fundo concentrou mais de 60% do fluxo registrado no dia.

Fundos captam US$ 730,9 milhões em uma sessão

Dados da SoSoValue mostram que essa foi a maior entrada diária desde 14 de janeiro. Naquela data, os fundos atraíram US$ 843,6 milhões. Com isso, as entradas líquidas acumuladas desde o lançamento, em janeiro de 2024, alcançaram US$ 55,44 bilhões. O movimento também superou com folga as captações diárias observadas na sequência positiva do fim de agosto.

O IBIT, da BlackRock, respondeu pela maior parcela do resultado de quinta-feira. Dessa forma, a nova alocação elevou as entradas líquidas acumuladas do produto para US$ 63,94 bilhões. O ARKB, da ARK Invest e da 21Shares, ficou em segundo lugar, com US$ 138 milhões. Enquanto isso, o FBTC, da Fidelity, recebeu cerca de US$ 74 milhões.

Grayscale registra entradas, enquanto VanEck tem saídas

Os dois produtos de Bitcoin da Grayscale captaram juntos US$ 57 milhões durante a sessão. Por outro lado, HODL, da VanEck, e BTCW, da WisdomTree, foram os únicos fundos com retiradas líquidas. O HODL perdeu quase US$ 20 milhões. Já o BTCW registrou saídas de aproximadamente US$ 5 milhões.

As entradas ocorreram enquanto o Bitcoin apresentava uma forte recuperação. Nesse contexto, os fundos listados nos Estados Unidos avançaram entre 5,7% e 5,9% no pregão de quinta-feira. Os ativos líquidos combinados chegaram a US$ 103,34 bilhões. Esse montante correspondeu a 6,32% da capitalização de mercado do Bitcoin.

Fluxos semanais reforçam procura pelos fundos

Antes da sessão de 3 de setembro, os produtos já haviam registrado um período de atividade intensa. Nos cinco pregões encerrados em 21 de agosto, os ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos captaram US$ 1,92 bilhão. No mesmo intervalo, os fundos de Bitcoin e Ether atraíram juntos US$ 2,61 bilhões. Esse foi o maior resultado semanal combinado desde outubro de 2025.

Os produtos ligados ao Bitcoin responderam por cerca de 73% do fluxo combinado. Por sua vez, os ETFs de Ether à vista receberam US$ 697,47 milhões. Entre 3 e 7 de agosto, os fundos de Bitcoin haviam captado outros US$ 853,5 milhões. Desse total, aproximadamente US$ 693 milhões foram destinados ao IBIT.

IBIT mantém liderança na demanda institucional

A participação do fundo da BlackRock correspondeu a cerca de 81% das entradas naquele período de cinco dias. Posteriormente, a QCP Capital relacionou a valorização do Bitcoin às compras no mercado à vista. A cotação avançou de aproximadamente US$ 63.500 para mais de US$ 80.000. Ao mesmo tempo, o posicionamento no mercado de futuros recuou.

Durante parte dessa valorização, os ETFs à vista receberam US$ 2,8 bilhões em oito sessões consecutivas. Segundo a QCP, o interesse em aberto dos futuros caiu de 646 mil BTC para 588 mil BTC. Assim, o avanço diferiu de altas sustentadas principalmente pela ampliação de posições alavancadas. O IBIT também permaneceu como o maior ETF de Bitcoin à vista dos Estados Unidos em ativos.

Em 26 de agosto, a BlackRock informou que o fundo administrava US$ 60,52 bilhões em ativos líquidos. Contudo, esse número antecedeu a valorização mais recente do Bitcoin e dos produtos listados. Registros institucionais também mostraram posições relevantes no IBIT. A Jane Street declarou mais de US$ 1 bilhão em cotas de ETFs de Bitcoin em 30 de junho.

Do montante informado pela empresa de trading, aproximadamente US$ 828 milhões estavam alocados no IBIT. Entretanto, o documento trimestral retratava as posições existentes no fim de junho. Portanto, o registro não indicava a exposição da Jane Street no momento da publicação. Os dados apenas demonstravam a dimensão da posição naquela data.

Entradas alternam com sessões de retiradas

Apesar da forte demanda, os fundos não registraram compras líquidas em todos os pregões. Em 28 de agosto, os produtos tiveram saídas de US$ 201,9 milhões e interromperam nove sessões positivas. O ARKB liderou as retiradas, com US$ 114,9 milhões. Na mesma sessão, o IBIT perdeu US$ 33,4 milhões.

Ainda assim, os fundos atraíram US$ 924,5 milhões na semana de negociações entre 24 e 28 de agosto. Os fluxos voltaram a mudar de direção no início de setembro. Em 1º de setembro, os investidores retiraram US$ 236 milhões. Desse valor, cerca de US$ 201 milhões saíram do IBIT.

Recuperação ganhou força desde julho

No pregão seguinte, o grupo retornou às compras líquidas, com aproximadamente US$ 101 milhões em 2 de setembro. O IBIT recebeu cerca de US$ 115 milhões e compensou as retiradas registradas em outros produtos. Logo depois, o fundo captou US$ 454 milhões em 3 de setembro. A entrada ocorreu apenas duas sessões após a retirada de US$ 201 milhões.

A recuperação começou em julho, após oito semanas consecutivas de saldo negativo. Esse período incluiu saídas de US$ 527 milhões nos quatro pregões encerrados em 2 de julho. Naquele dia, uma entrada de US$ 221,7 milhões encerrou dez sessões consecutivas de retiradas. Em seguida, o IBIT recebeu US$ 209,4 milhões em 7 de julho.

Na sessão de 7 de julho, os ETFs de Bitcoin somaram entradas de US$ 265,7 milhões. Mais tarde, em 30 de julho, os produtos captaram outros US$ 233,1 milhões. A BlackRock respondeu por US$ 183,4 milhões desse resultado. A alocação de 3 de setembro superou esses totais e elevou os ativos líquidos combinados para mais de US$ 103 bilhões.