Ethereum cai forte em meio à volatilidade em 2026
O Ethereum enfrentou uma queda intensa entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026, enquanto o mercado registrava forte volatilidade e aumento expressivo no volume de derivativos. O movimento baixista rompeu suportes importantes e elevou a pressão vendedora durante o horário de negociação nos Estados Unidos, algo que também impactou o sentimento dos investidores em diversas frentes.
De acordo com dados da Fundstrat, o ativo acumula recuo aproximado de 36% no início de 2026. Além disso, o rompimento da zona entre US$ 3.000 e US$ 3.200, observado em 30 de janeiro, acelerou as vendas e aproximou o token da área de US$ 1.900 em apenas dez dias. Assim, o movimento representou queda adicional próxima de 40%, intensificando o clima de cautela no setor.

Thomas Lee, da Fundstrat, afirmou que correções desse porte não são novidade para o Ethereum. No entanto, ele destacou que a queda de 2026 difere de outros ciclos porque ocorre ao mesmo tempo em que a atividade on-chain segue em expansão. Portanto, o cenário contrasta com períodos anteriores, quando retrações profundas aconteciam em meio à desaceleração significativa do uso da rede.
Volatilidade, ETFs e impacto no mercado
O mercado também observou aumento expressivo nas negociações relacionadas a ETFs de Bitcoin à vista. Comentários públicos apontaram recordes de volume diário, além de prêmios elevados em opções do IBIT. Muitos analistas associaram essa intensificação ao fim dos limites de contratos de opções estabelecidos por bolsas no fim de janeiro, o que ampliou a alavancagem disponível para ETFs de Bitcoin e Ethereum.
No entanto, ainda não há informações oficiais sobre quem está por trás dos maiores movimentos registrados nessas semanas. Assim, dados mais detalhados sobre posições relevantes devem surgir apenas em relatórios regulatórios divulgados em janelas futuras.
Movimentação institucional e atividade on-chain
Durante o período de correção, a BitMine Immersion Technologies informou a continuidade de sua estratégia de acumulação. A empresa adicionou 41.788 ETH à sua reserva na última semana, elevando o total para 4.285.125 ETH. Além disso, a companhia mantém 193 Bitcoin e cerca de US$ 586 milhões em caixa, sem dívidas declaradas. Cerca de dois terços de seus tokens estão em staking, o que gera rendimento conforme as taxas vigentes da rede.
A BitMine também destacou que o volume de transações diárias e a quantidade de endereços ativos do Ethereum alcançaram níveis recordes no início de 2026. Portanto, mesmo com a queda do preço da casa dos US$ 3.000 para a faixa inferior dos US$ 2.000, a rede manteve forte crescimento operacional.
No geral, os dados mais recentes reforçam que a queda do Ethereum ocorreu em meio a condições técnicas desfavoráveis, forte atividade em derivativos e ajustes de alavancagem em ETFs. Além disso, empresas como a BitMine ampliaram suas posições e ajudaram a sustentar métricas importantes da rede, indicando que o mercado continua atento ao comportamento institucional e ao desempenho on-chain.