Ethereum corre contra o tempo para evitar “Era do Gelo”

Além de passar por um hard fork, Ethereum sofrerá um ajuste de dificuldade

O Ethereum tem ganhado muito destaque no cenário das criptomoedas. Sua crescente valorização chama a atenção de muitos investidores, e alguns até dizem que a moeda poderá superar o Bitcoin.

Em outubro deste ano, o Ethereum passará por um hard fork nomeado Constantinople. Nessa atualização,  a moeda enfrentará um desafio: equilibrar uma rede de diversas partes interessadas que lutam por resultados distintos.

Constantinople é o segundo de uma série de upgrades que começou com o lançamento da versão Byzantium no bloco 4.370.000, em outubro de 2017. O objetivo do Byzantium foi melhorar a privacidade, a escalabilidade e os protocolos de segurança da rede Ethereum. Byzantium e Constantinople fazem parte da versão Metropolis. Constantinople foi projetado para ser uma transição para uma futura atualização chamada Casper, onde o Blockchain Ethereum será definido por “proof-of-stake” (prova de participação).“, diz Solange Gueiros, desenvolvedora e instrutora da Blockchain Academy.

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Tornando tudo ainda mais complexo, o prazo estipulado para a finalização do processo é relativamente curto, visto que no início de 2019 a moeda passará pelo ajuste de dificuldade, aumentando o tempo de mineração de cada bloco.

Se as devidas providências não forem tomadas, o ajuste poderá impulsionar a criptomoeda para “era do gelo”. Se isso ocorrer, a dificuldade de mineração será extremamente alta, podendo até mesmo impossibilitar as transações. A situação até poderia ser amenizada se houvesse um atraso no ajuste, mas tal decisão afetaria a inflação da moeda. Deste modo, a pressão para atualizar o código o quanto antes é grande.

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FONTE: COINDESK