Ethereum e Amundi lançam fundo tokenizado SAFO
A Ethereum amplia sua presença no segmento de ativos do mundo real (RWAs) após a gestora francesa Amundi anunciar um novo fundo tokenizado. O produto, chamado Spiko Amundi Overnight Swap Fund (SAFO), estreia com cerca de US$ 100 milhões em ativos comprometidos. Além disso, a estrutura também integra a rede Stellar, o que pode ampliar a eficiência operacional.
O movimento reforça a aproximação entre finanças tradicionais e infraestrutura blockchain. Nesse contexto, grandes instituições seguem explorando a tokenização como camada tecnológica para modernizar produtos financeiros, sem alterar sua estrutura essencial.
Fundo mira liquidez e eficiência operacional
O SAFO foi estruturado para atender demandas de tesouraria corporativa e gestão de garantias. Dessa forma, busca oferecer uma alternativa de baixo risco para alocação de caixa com liquidez diária.
O fundo utiliza swaps de retorno total colateralizados por bancos de primeira linha. Assim, tende a oferecer rendimentos próximos ou ligeiramente acima de taxas de referência, mantendo previsibilidade e flexibilidade operacional.
Além disso, o produto suporta múltiplas moedas, incluindo euro, dólar, libra esterlina e franco suíço. A redução do valor mínimo de entrada também sugere uma tentativa de ampliar o acesso entre investidores institucionais.
Entre os principais benefícios estão liquidação mais ágil, visibilidade em tempo real e operações contínuas. Ademais, a integração via APIs e contratos inteligentes pode reduzir custos e automatizar processos.
“O SAFO oferece aos investidores profissionais acesso rápido e transparente à gestão de caixa. Além disso, essa iniciativa reforça nossa estratégia de expandir soluções tokenizadas”, afirmou Jean-Jacques Barbéris.
Ethereum, Stellar e Chainlink na infraestrutura
A estrutura do fundo distribui funções entre diferentes redes. Ethereum e Stellar são utilizadas para registro de cotistas e emissão das cotas tokenizadas. Por outro lado, cada blockchain cumpre um papel específico dentro da operação.
O Ethereum se destaca pela capacidade de contratos inteligentes e integração com o ecossistema DeFi. Enquanto isso, a Stellar contribui com transações rápidas e custos reduzidos, operando continuamente.
A Chainlink atua como provedora de dados, fornecendo informações como o valor do fundo diretamente na blockchain. Assim, conecta sistemas tradicionais a redes descentralizadas com maior padronização.
Esse avanço ocorre em meio ao crescimento do mercado de RWAs. Grandes instituições, como BlackRock e Franklin Templeton, também vêm explorando esse segmento. Nesse sentido, o movimento da Amundi reforça o uso do Ethereum como infraestrutura relevante para tokenização institucional.

ETH é negociado próximo de US$ 2.000 no gráfico diário. Fonte: TradingView
Com cerca de €2,3 trilhões sob gestão, a entrada da Amundi sinaliza maior interesse institucional em ativos tokenizados. Em síntese, o avanço indica que a digitalização de instrumentos tradicionais pode ganhar mais espaço no mercado cripto nos próximos anos.