Ethereum: empresas acumulam 7,4 mi ETH, diz Lisk

Após um período negociado abaixo de US$ 2.000, o Ethereum voltou a superar esse nível, sinalizando uma retomada gradual de força. Ainda que a volatilidade permaneça elevada, o interesse institucional segue consistente, o que reforça a percepção positiva sobre o ativo.

Leon Waidmann, chefe de pesquisa da Lisk, afirmou que empresas mantêm um ritmo contínuo de acumulação. Como resultado, o Ethereum passa a ocupar um papel cada vez mais relevante em estratégias corporativas de longo prazo.

Empresas ampliam exposição ao Ethereum

Mesmo diante de um movimento lateral prolongado, investidores institucionais continuam ampliando posições. Em contrapartida à pressão vendedora recente, grandes players seguem ativos, o que sugere confiança no longo prazo.

Nos últimos meses, empresas de capital aberto intensificaram a compra de Ethereum. Em vez de reduzir exposição, essas companhias aumentaram reservas, o que indica uma visão mais estrutural sobre o mercado de criptomoedas.

Segundo Waidmann, aproximadamente 7,4 milhões de ETH foram acumulados ao longo de 12 meses. Esse volume representa cerca de 6,1% da oferta circulante, evidenciando a dimensão do movimento, embora os dados não diferenciem completamente tipos de entidades compradoras.

Ethereum

Reservas corporativas de ETH atingem novo pico | Fonte: Leon Waidmann no X

Além disso, a acumulação não desacelerou após esse volume expressivo. Pelo contrário, empresas continuam retirando ETH do mercado, reduzindo a oferta disponível. Dessa forma, fortalece-se a narrativa de escassez, ainda que esse efeito dependa da permanência dessas posições no longo prazo.

Waidmann também indica que, em maio de 2025, essas reservas eram praticamente inexistentes. Já em abril de 2026, mais de 6,5 milhões de ETH estariam fora de circulação em tesourarias corporativas, o que sugere rápida adoção institucional.

Liquidez reduzida pode afetar o mercado

Outro ponto relevante é que esses ativos não estão sendo enviados para corretoras. Em vez disso, permanecem armazenados em reservas corporativas. Assim, a intenção predominante parece ser a manutenção de longo prazo.

Além disso, a eventual venda desses ativos tende a exigir processos internos e, em alguns casos, divulgações regulatórias. Por isso, a liquidez disponível no mercado pode diminuir, influenciando a dinâmica de preços.

Staking avança e restringe oferta

Ao mesmo tempo, o Ethereum registra crescimento no staking, movimento que ocorre paralelamente à acumulação institucional. Isso amplia o efeito de restrição de oferta no mercado.

Atualmente, mais de 32% da oferta total de ETH estaria bloqueada em contratos de staking. Em maio de 2021, esse percentual girava em torno de 16%, equivalente a cerca de 18 milhões de ETH.

Já em março de 2026, o volume alcançou aproximadamente 40 milhões de ETH, refletindo maior participação no mecanismo de prova de participação da rede.

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ETH sendo negociado na faixa de US$ 2.179 no gráfico diário | Fonte: TradingView

Segundo Waidmann, esses 32% permanecem fora de circulação imediata, pois estão alocados para validar a rede. Com isso, a pressão de venda tende a ser reduzida.

Escassez pode influenciar preços

Combinando a retirada por empresas e o avanço do staking, a oferta líquida de Ethereum segue em queda. Em outras palavras, menos moedas estão disponíveis para negociação no mercado aberto.

Além disso, empresas continuam acumulando milhões de ETH, enquanto uma parcela significativa da oferta permanece bloqueada. Esse cenário reforça uma dinâmica de escassez crescente.

Como resultado, essa combinação de fatores pode influenciar o comportamento de preços. Ainda que a volatilidade persista, a redução da oferta disponível tende a favorecer movimentos de valorização no médio e longo prazo, caso a demanda se mantenha.