Ethereum lidera mercado de stablecoins com US$ 180 bi
O Ethereum reforça sua posição como principal infraestrutura para stablecoins ao atingir cerca de US$ 180 bilhões em oferta total desses ativos. Dados recentes indicam que esse volume cresceu aproximadamente 150% nos últimos três anos, o que sinaliza avanço consistente do segmento.
Segundo a Token Terminal, a rede concentra perto de 60% do mercado global de stablecoins. Esse domínio sugere forte adoção, sobretudo institucional, além da expansão contínua de aplicações em finanças descentralizadas (DeFi).
Projeções apontam crescimento relevante até 2030
Estimativas de mercado indicam que até US$ 1,7 trilhão podem migrar para sistemas onchain até o fim da década. Nesse cenário, ainda que a participação do Ethereum recue para cerca de 50%, a rede poderia absorver aproximadamente US$ 850 bilhões em novos fluxos.
Em outras palavras, mesmo com o avanço de blockchains concorrentes, o Ethereum tende a permanecer como base relevante dessa infraestrutura. Assim, instituições continuam avaliando sua capacidade de suportar operações financeiras em escala.

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Instituições ampliam presença no setor
Relatórios de grandes bancos reforçam essa tendência. O Standard Chartered indicou, no fim de 2025, que mais de US$ 1 trilhão pode migrar do sistema bancário tradicional para stablecoins até 2028. Ao mesmo tempo, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, reconheceu que a tecnologia blockchain já impulsiona novos concorrentes no setor financeiro.
Além disso, o próprio JPMorgan tem explorado esse mercado. O banco lançou um fundo de mercado monetário tokenizado na rede Ethereum, evidenciando a integração crescente entre finanças tradicionais e infraestrutura descentralizada.
Captação pública recua, enquanto capital privado cresce
Apesar do avanço das stablecoins, a captação pública via venda de tokens apresentou forte retração. Em fevereiro de 2026, foram levantados cerca de US$ 46,8 milhões, queda superior a 90% em relação aos aproximadamente US$ 698 milhões registrados em meados de 2025.

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Por outro lado, o capital permanece no setor. Ele tem migrado para rodadas privadas, que seguem robustas. Em dezembro de 2025, por exemplo, cerca de US$ 14,5 bilhões foram direcionados a negociações privadas, principalmente em projetos de infraestrutura.
Mercado indica mudança de foco
Esse movimento sugere uma transformação estrutural. Em vez de priorizar iniciativas altamente especulativas, investidores passam a focar soluções com maior utilidade. Entre elas, destacam-se stablecoins, tokenização de ativos e produtos financeiros baseados em blockchain.
Além disso, a crescente presença institucional reforça essa mudança de perfil. Como resultado, o setor caminha para um ambiente mais maduro e previsível, ainda que sujeito a ciclos de mercado.
Ethereum mantém papel central nas finanças digitais
Nesse contexto, o Ethereum continua como principal base para a emissão e movimentação de stablecoins. A maior parte da atividade relevante ainda ocorre em sua rede, enquanto instituições desenvolvem novos produtos diretamente sobre essa infraestrutura.
Assim, o blockchain se consolida como uma camada importante para a evolução das finanças digitais. À medida que mais capital migra para sistemas descentralizados, a tendência é que sua relevância permaneça elevada.
Perspectivas para os próximos anos
Com cerca de US$ 180 bilhões em stablecoins e participação próxima de 60%, o Ethereum segue na liderança do setor. Projeções indicam que esse protagonismo pode continuar, especialmente se os fluxos institucionais se confirmarem ao longo da década.
Em suma, o avanço das stablecoins e o interesse crescente de grandes instituições reforçam o papel do Ethereum na transformação do sistema financeiro global.