Ethereum perde US$ 1.900 e testa suporte em US$ 1.875

O Ethereum era negociado perto de US$ 1.879 após recuar da máxima intradiária de US$ 1.918 para US$ 1.872. Com o movimento, o ETH perdeu 2,4% e voltou a operar abaixo do nível psicológico de US$ 1.900.

A queda anulou a reação inicial aos dados de inflação dos Estados Unidos. A realização de lucros ganhou força quando o Ethereum perdeu a região de curto prazo de US$ 1.887.

Dados de inflação não sustentam reação do Ethereum

O Bureau of Labor Statistics informou que a inflação cheia subiu 0,1% em julho, na comparação mensal. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o índice avançou 3,4%.

Enquanto isso, a inflação subjacente cresceu 0,2% no mês e 2,5% em 12 meses. As quatro leituras coincidiram com as projeções do mercado.

O resultado afastou o risco de uma surpresa inflacionária. Contudo, não ofereceu aos traders um novo motivo para ampliar a alta.

Antes da divulgação, o Ethereum havia alcançado cerca de US$ 1.918. Depois do relatório, vendedores assumiram o controle e aproveitaram a liquidez reduzida abaixo de US$ 1.887. Assim, o preço caiu rapidamente para US$ 1.872.

A fraqueza acompanhou o desempenho do mercado de criptomoedas. O Bitcoin permaneceu perto de US$ 64.000 após os dados, indicando pouca mudança na demanda por risco.

Zona de oferta limita as tentativas de alta

A pressão imediata refletiu o desmonte de posições acumuladas antes da divulgação do índice. Como a inflação ficou em linha com o esperado, compradores especulativos perderam força.

Por isso, o Ethereum não conseguiu atravessar a zona de oferta entre US$ 1.920 e US$ 1.950. Desde o fim de julho, vendedores atuam repetidamente nessa faixa.

O gráfico diário registra várias tentativas frustradas de fechamento acima de US$ 1.925. Avanços em direção a US$ 1.950 também formaram pavios superiores longos ou terminaram em reversões rápidas.

Taxas menores afetam a dinâmica de oferta

Questões estruturais sobre a economia de taxas da rede também mantêm a pressão. As redes de camada 2 reduziram custos e ampliaram a capacidade do ecossistema.

Em contrapartida, transações mais baratas diminuem as taxas pagas à rede principal. O Ethereum queima a taxa base cobrada nas operações. Logo, taxas menores podem desacelerar a retirada de ETH de circulação.

Um estudo acadêmico com dados até março de 2026 apontou que as taxas medianas da rede principal caíram de mais de US$ 2 para menos de US$ 0,02. No mesmo levantamento, as taxas medianas das camadas 2 recuaram mais de 95%.

Embora os custos menores beneficiem os usuários, uma queima mais fraca reduz o apelo da narrativa de oferta em períodos de demanda moderada. Ainda assim, as camadas 2 pagam ao Ethereum pela disponibilidade de dados e liquidação.

Desse modo, o efeito dessas redes sobre a avaliação do ETH no longo prazo permanece em debate.

Ethereum encontra suporte técnico em US$ 1.875

No gráfico diário, o Ethereum está próximo do nível Murrey Math de US$ 1.875. Essa região representa o limite inferior da faixa atual de negociação.

A manutenção do suporte preservaria a consolidação formada desde o fim de julho. Porém, o Chaikin Money Flow diário estava em -0,04, sinalizando fluxos de capital levemente favoráveis aos vendedores.

A leitura não apresenta uma pressão vendedora intensa. Mesmo assim, oferece pouca evidência de forte acumulação perto do preço atual.

O gráfico de quatro horas também transmite cautela. O ETH operava abaixo do ponto médio das Bandas de Bollinger, situado em US$ 1.888.

As bandas superior e inferior estavam próximas de US$ 1.919 e US$ 1.857, respectivamente. Portanto, a perda da banda inferior poderia ampliar a pressão de curto prazo.

RSI mantém espaço para outra queda

O Índice de Força Relativa de quatro horas marcava 45,15. O indicador estava abaixo da linha de sinal, em 45,99, e do nível neutro de 50.

Com isso, o RSI aponta momentum fraco, mas ainda não coloca o Ethereum em território de sobrevenda. Uma recuperação acima de US$ 1.888 seria o primeiro sinal de retomada pelos compradores.

Em seguida, o ETH precisaria fechar acima da faixa entre US$ 1.919 e US$ 1.925 para desafiar US$ 1.950. A retomada dessa zona poderia abrir caminho para o pivô de US$ 2.000.

Por outro lado, a perda da faixa atual colocaria a banda inferior de US$ 1.857 em foco. O gráfico diário aponta US$ 1.750 como o próximo pivô relevante abaixo desse nível.

Antes disso, a demanda intermediária pode surgir entre US$ 1.835 e US$ 1.850.

Mapa de liquidações destaca faixa de US$ 1.950

O mapa semanal de liquidações da CoinGlass mostra que a maior concentração próxima de liquidez está acima do preço do Ethereum.

Um agrupamento intenso se estende aproximadamente entre US$ 1.945 e US$ 1.955. Também existem posições alavancadas perto de US$ 1.925 e US$ 1.970.

Clusters de liquidação podem atrair o preço devido ao grande volume de ordens forçadas. Nesse cenário, um movimento acima de US$ 1.920 poderia acelerar até US$ 1.950.

O avanço provocaria o fechamento de posições vendidas. Já a liquidez abaixo do preço está menos concentrada, embora permaneça visível perto de US$ 1.850.

Há outro agrupamento entre US$ 1.835 e US$ 1.840. Caso o ETH perca a banda inferior no gráfico de quatro horas, poderá buscar essas áreas e liquidar posições compradas alavancadas.

Analistas acompanham US$ 1.920 e o par ETH/BTC

O trader Ted Pillows, no X, afirmou que o Ethereum precisa retomar a resistência próxima de US$ 1.920 antes de buscar US$ 2.000.

Seu gráfico indicou suporte entre US$ 1.830 e US$ 1.875. A análise também destacou áreas inferiores próximas de US$ 1.700 e US$ 1.550.

"Ainda favoreço uma alta enquanto o ETH mantiver este suporte atual. Eu esperava uma aceleração mais rápida, mas basta um candle para iniciar o movimento. O nível de 0,03 precisa ser rompido para a continuação."

Daan Crypto Trades, no X.

Daan Crypto Trades manteve uma visão construtiva enquanto o Ethereum sustentar o suporte atual. Entretanto, sua análise concentrou-se no par ETH/BTC.

Nesse mercado, 0,03 BTC representa o nível necessário para confirmar maior força relativa. O par rompeu uma linha de tendência descendente de longa duração e testava suas médias móveis diárias de 200 dias.

Um rompimento confirmado acima de 0,03 BTC indicaria ganho do Ethereum diante do Bitcoin. Em sentido contrário, uma rejeição poderia enfraquecer a recuperação cotada em dólar.

Suportes definem o risco de curto prazo

O próximo movimento também seguirá sensível às expectativas sobre o Federal Reserve. Os dados de inflação de julho não alteraram materialmente a perspectiva para a política monetária dos Estados Unidos.

Consequentemente, o ETH permanece dependente do suporte técnico, do posicionamento em derivativos e dos próximos indicadores econômicos americanos.

A estrutura de curto prazo segue neutra a baixista enquanto o Ethereum permanecer abaixo de US$ 1.920. A defesa de US$ 1.875 pode sustentar outra tentativa em direção a US$ 1.950.

Em contrapartida, um fechamento decisivo de quatro horas abaixo de US$ 1.857 aumentaria o risco de queda até US$ 1.835.